Dia das Mães 2014
Saúde É possível manter o prazer na cama após o nascimento do bebê, garantem especialistas

É possível manter o prazer na cama após o nascimento do bebê, garantem especialistas

Aprenda a driblar a diminuição da libido, o cansaço e os possíveis imprevistos da maternidade

É possível manter o prazer na cama após o nascimento do bebê, garantem especialistas

Para manter o desejo sexual, casal deve dividir tarefas

Para manter o desejo sexual, casal deve dividir tarefas

Thinkstock

Será que é possível conciliar maternidade a vida sexual ativa? Os especialistas ouvidos pelo R7 garantem que sim, basta espantar os receios que aparecem após o nascimento do bebê e usar artifícios para que o sexo seja especial, afinal não deixa de ser a primeira vez de novo. De acordo com a psicóloga e psicoterapeuta Iracema Teixeira, presidente da SBRASH (Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana), a regra número um é o casal dividir as responsabilidades.

— É uma fase em que a mãe foca 100% no bebê, mas quando o parceiro é compreensivo e divide as tarefas tudo se torna mais fácil, inclusive o desejo sexual.

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É inegável que a mãe costuma concentrar as maiores responsabilidades, o que segundo Iracema não é um problema, “desde que o momento a dois não fique em décimo plano”. Segundo a ginecologista Flávia Fairbanks, especializada em sexualidade humana e membro da Sogesp (Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo), é normal a mulher perder o interesse sexual logo após o parto.

— Vários fatores contribuem para a diminuição da libido. Em primeiro lugar, o nível de hormônios despenca e desequilibra a mulher em vários sentidos. Além disso, ainda tem o cansaço físico e emocional.

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A abstinência sexual recomendada pelos especialistas para a cicatrização do útero é de 40 dias (quarentena) e, caso isso não seja respeitado, a mulher pode desenvolver infecção pós-parto. No entanto, quando o prazo acaba, nem todo casal consegue retomar a atividade sexual, explica Flávia.

— Em média, a falta de interesse sexual pode durar até seis meses ou enquanto a mulher estiver amamentando e, consequentemente, produzindo prolactina, hormônio que diminui o desejo sexual.

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Como a chegada do bebê exige atenção constante e também representa um período de adaptação à nova rotina, “é comum a mãe ficar estressada, ansiosa e com medo”, lembra a médica. Mas a psicóloga acrescenta que este estado emocional tem que ter data de validade.

— É importante reconhecer até onde é natural e quando passa a ser um problema entre o casal. O filho não pode ser uma desculpa para justificar a falta de interesse pelo parceiro. Se isso acontecer, o especialista deve entrar em cena, pois deve haver outras questões envolvidas.

A ginecologista da Sogesp avisa que algumas mulheres também podem apresentar dor, falta de lubrificação e, em caso de parto normal, até um pouco de flacidez na musculatura da vagina, mas tudo isso pode ser solucionado com orientação médica.

— A questão da flacidez, por exemplo, é facilmente contornada com fisioterapia do assoalho pélvico.

Período de amamentação aumenta risco de gravidez?

Nem toda mulher quer distância do marido durante o período de amamentação, que antigamente era conhecido como “anticoncepcional natural”. Segundo a ginecologista, a função contraceptiva só acontece se o bebê se alimenta exclusivamente de leite materno e a mãe não voltou a menstruar.

— A recomendação é que a mulher espere no mínimo seis meses para engravidar de novo, já que uma nova gravidez pode diminuir a quantidade de leite materno. No caso de cesárea, o período deve ser estendido para um ano.

A boa notícia é que além da camisinha, a pílula de progesterona e o DIU de progesterona podem ajudar a mulher a escapar desta armadilha. Segundo a médica, os métodos contraceptivos são adequados para o pós-parto e não prejudicam a amamentação.

Sexo não tem idade

A menopausa, que geralmente ocorre entre os 48 e 50 anos, é outro período da vida da mulher que o sexo pode (mas, não deve) se tornar um problema. Nesta fase, há uma queda brusca nos níveis de estrogênio — hormônio responsável pela elasticidade e lubrificação da vagina —, o que pode gerar desconforto ou dor durante a penetração. Mesmo assim, a psicóloga da SBRASH avisa que é possível manter o desejo aceso.

— Sexo não tem idade e atualmente há vários recursos para contornar a falta de lubrificação e, consequentemente, o desconforto na cama. O mais importante é a paciente conversar com o médico e acreditar que sexo não é sinônimo apenas de reprodução, mas também de diversão e prazer.