Novo Coronavírus

Saúde Em meio a pandemia, Europa teve 159 mil mortes a mais que esperado

Em meio a pandemia, Europa teve 159 mil mortes a mais que esperado

OMS apontou impacto da covid-19 desde março; até agora, mais de 2 milhões de pessoas adoeceram com novo coronavírus no continente

Reuters - Internacional
Paciente com covid-19 em UTI de hospital de Milão, na Itália

Paciente com covid-19 em UTI de hospital de Milão, na Itália

Andrea Fasani / EFE-EPA - 29.3.2020

Desde o início de março, morreram cerca de 159 mil pessoas a mais do que se esperaria normalmente em 24 países europeus, disse uma autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (28), com uma "proporção significativa" deste pico ligada à propagação do novo coronavírus.

Até agora, mais de 2 milhões de pessoas adoeceram com o novo coronavírus na Europa, um aumento de 15% nas últimas duas semanas, e Rússia, Turquia, Belarus e Reino Unido lideram as novas infecções, disseram autoridades europeias da OMS em um telefonema. Mais de 175 mil pessoas já morreram.

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Embora a cifra de mortes em excesso leve em conta todas as causas de mortalidade, Katie Smallwood, uma especialista em emergências da OMS, disse que o fato — registrado no momento em que milhares de pessoas estavam morrendo em unidades de tratamento intensivo em locais como o norte da Itália, a França, a Espanha o e Reino Unido — aponta para o impacto mortal da covid-19.

Mortalidade em excesso e temores de 2ª onda

"O que vimos muito claramente é o que pico de mortalidade em excesso corresponde ao pico da transmissão da covid-19 nestes países", disse Smallwood aos repórteres. "Isto nos dá uma indicação muito boa de que uma proporção muito significativa destas mortes em excesso está ligada e se deve à Covid-19".

Smallwood disse que países como Alemanha, Suíça e outros que podem amenizar restrições a locais como bares, casas noturnas e outros pontos de aglomeração precisam ter ferramentas de detecção de doenças robustas e sistemas de exame e rastreamento em funcionamento em primeiro lugar para ajudar a impedir uma possível "segunda onda" onde a epidemia pode ressurgir.

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