Equador ultrapassa marca de 30 mil casos registrados de coronavírus

País também tem 1,569 mortes atribuídas à covid-19; cidades vão adotar modelo de 'semáforo epidemiológico' para decidir retirada do isolamento

Médico entrevista criança em Quito durante levantamento de casos de covid-19

Médico entrevista criança em Quito durante levantamento de casos de covid-19

José Jácome / EFE - 4.5.2020

As autoridades sanitárias do Equador confirmaram nesta segunda-feira (4) cinco novas mortes por covid-19, elevando o total a 1.569, e informaram que o país ultrapassou a marca de 30 mil casos de infecção pelo novo coronavírus, com 31.881.

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Entre os pacientes contagiados desde o início da pandemia em território equatoriano, em 29 de fevereiro, 3.433 se recuperaram da doença e 18.053 estão em condições estáveis sob isolamento domiciliar.

Entre as pessoas que estão internadas atualmente devido à covid-19, 370 estão estáveis e 159 com prognóstico reservado, segundo o relatório infográfico diário emitido pelo governo.

Por província, Guayas, cuja capital é Guayaquil, continua tendo o maior número de infecções confirmadas, com 14.192, representando 61,8% do total do país, além de já ter tido 683 mortes por coronavírus. Pichincha, onde está localizada a capital equatoriana, Quito, há 1.732 notificações e 91 óbitos.

Sistema de semáforo

O Equador inicia agora o sistema epidemiológico de semáforos, concebido como uma estratégia para a suspensão gradual e regulamentado das restrições de confinamento, a fim de retomar algumas atividades de trabalho.

A ministra do Governo, María Paula Romo, declarou durante o fim de semana que mais de 200 municípios decidiram iniciar o processo "em vermelho", enquanto a mudança de fase dependerá da decisão de cada governo local que determinará a cor do semáforo — vermelho, amarelo ou verde.

Na nova modalidade, é mantido o isolamento obrigatório de pessoas acima de 60 anos e pessoas vulneráveis da covid-19. Da mesma forma, permanece em vigor o uso obrigatório de máscaras, salvo-condutos nacionais e a proibição de eventos esportivos públicos, de massa e ao ar livre.