Espanha passa dos 10 mil mortos por covid-19 após novo recorde

Nas últimas 24 horas, 950 pessoas morreram vítimas da doença provocada pelo novo coronavírus; país tem mais de 110 mil casos confirmados

Médico trabalha em hospital temporário montado em centro  de exposições de Madri

Médico trabalha em hospital temporário montado em centro de exposições de Madri

J.J. Guillen / EFE - 1º.4.2020

A Espanha ultrapassou a barreira das 10 mil mortes provocadas pela covid-19, registrando novo recorde diário de vítimas fatais. Nas últimas 24 horas, 950 pessoas morreram em decorrência da doença provocada pelo novo coronavírus. O total chegou a 10.003, segundo os dados divulgados por autoridades espanholas na manhã da quinta-feira (2).

O número de infectados cresceu 7,9% na quarta-feira, o menor índice em vários dias. A Espanha já vem registrando um desaceleramento da pandemia em seu território há alguns dias, mas já registra mais de 110 mil casos diagnosticados de covid-19.

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Outra preocupação constante é o número de pessoas internadas em unidades de terapia intensiva, que segue aumentando. De terça-feira para quarta-feira, outros 220 pacientes infectados pelo novo coronavírus foram colocados em UTI's, elevando o número total para 4.096.

A região mais afetada continua sendo a comunidade de Madri, com 32.155 infectados, 1.528 internados na UTI e 4.175 mortos, seguidos pela Catalunha, onde há 21.804 casos, 1.555 pacientes na UTI e 2.093 mortos.

Por outro lado, 4.096 pessoas já se recuperaram da Covid-19 nas últimas 24 horas, significando que 26.743 pacientes, tiveram alta hospitalar acrescentaram os dados da Saúde.

Confinamento desacelera pandemia no país

O confinamento sofrido pela Espanha durante três semanas está causando a desaceleração em novos casos de coronavírus e internações.

Assim, o aumento diário nos casos hoje é de 7,9%, comparado a 18% há uma semana, enquanto o aumento de pacientes em UTI foi de 4%, comparado a 16% há sete dias.

Também a percentagem diária de pessoas curadas aumentou, de 13% há uma semana para 18% hoje, explicou hoje o ministro da Saúde, Salvador Illa.

"A curva está se estabilizando, estamos começando a fase de desaceleração", salientou Illa, embora tenha alertado que longas estadias em hospitais fazem com que os pacientes se acumulem, razão pela qual ele previu "semanas difíceis".

Mas se o confinamento sofrido pela Espanha teve efeitos positivos para conter o novo coronavírus, também provocou uma desaceleração da atividade econômica que causou um aumento histórico do desemprego em março, o maior desde o início dos registros, com o fechamento de 834 mil postos de trabalho.