Estado de São Paulo tem 3.045 mortes por covid-19

Nas últimas 24 horas, foram contabilizados 3.800 novos casos de infecção por coronavírus; queda do isolamento preocupa governo

Movimentação no cemitério da Vila Formosa nesta quarta

Movimentação no cemitério da Vila Formosa nesta quarta

Mauro Borges/Futura Press/Estadão Conteúdo - 6.5.2020

O estado de São Paulo superou, nesta quarta-feira (6), a marca de 3.000 mortes por covid-19, 50 dias após o primeiro registro de óbito pela doença. 

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, já são 3.045 mortes em todo o estado.

O número de casos chegou a 37.853 hoje, com 3.800 novas confirmações de ontem para hoje.

"Por determinação, a partir de amanhã, teremos luto oficial em todo o estado de São Paulo. [...] Lamentavelmente, ultrapassamos 3.000 mortos com coronavírus,
o maior volume da história do estado de São Paulo em todos os tempos de mortos em uma circunstância onde em menos de 60 dias, 3.000 vidas foram perdidas", afirmou o governador João Doria em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira. 

São Paulo é o epicentro da pandemia de coronavírus no país, com um terço de todos os casos confirmados.

A região metropolitana da capital é a que tem a situação mais crítica, devido à pressão sobre o sistema hospitalar. Os leitos de UTI da rede pública disponibilizados para pacientes com covid-19 têm ocupação próxima a 90%.

Diante do baixo índice de isolamento social (47% no estado), o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, reforçou a importância de que as pessoas fiquem em casa.

"Neste sentido, para que as pessoas olhem para esses números e procurem se salvar em casa. [...] Estamos brincando com a sorte."

Para o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus no estado, o infectologista David Uip, o aumento da mobilidade reflete no aumento do índice de contágio.

"Estamos mantendo médias durante a semana que não ultrapassam 47%. Qualquer situação que altere a curva, o achatamento, depende de um afastamento mínimo de 50%. Pelos novos dados, um mínimo de 55%, pela velocidade de novos infectados."