Novo Coronavírus

Saúde Estudo acha coronavírus em consultórios odontológicos no PR

Estudo acha coronavírus em consultórios odontológicos no PR

Amostras, coletadas em unidades que não tratavam pacientes com covid, apontaram vírus em itens como canetas e maçanetas

Pesquisadores, no entanto, não conseguem afirmar se os vírus eram capazes de infectar pessoas

Pesquisadores, no entanto, não conseguem afirmar se os vírus eram capazes de infectar pessoas

Divulgação/NIAID-RML

Um estudo realizado por pesquisadores da UFPR (Universidade Federal do Paraná) alerta para o risco de infecção pelo coronavírus em unidades de saúde que não são destinadas ao atendimento de pacientes com covid-19.

O grupo analisou 711 amostras coletadas em quatro unidades básicas de saúde de Curitiba, em uma unidade de pronto atendimento e em dois hospitais da cidade.

Foram analisados os consultórios odontológicos de alguns destes locais. Das 234 amostras, 3% deram positivo para o material genético do vírus causador da covid-19.

Até mesmo em cadeiras onde os pacientes se sentam durante a consulta com o dentista foram localizadas amostras positivas do RNA do coronavírus, mesmo após a limpeza do equipamento.

Nos ambulatórios, houve maior positividade. Entre 85 amostras retiradas de enfermarias, 9% foram positivas.

"Nos consultórios médicos, o RNA viral foi detectado em itens pessoais, como canetas, carimbos e cadernos. Além disso, as maçanetas das portas, teclados de computador, mouses, poltronas e oxímetros foram positivos para SARS-CoV-2", diz um trecho do comunicado divulgado pela universidade.

Houve constatação do RNA viral ainda em maçanetas de UTIs (14%) grades dos leitos (22%).

Os pesquisadores, no entanto, ressaltam que o trabalho não levou em conta a viabilidade do vírus, não sendo possível saber se aquela partícula encontrada seria capaz de causar doença em seres humanos.

"Isso [viabilidade] depende de inúmeros fatores, que vão desde a limpeza do ambiente até o tempo de permanência do vírus naquele", afirmam.

Mas o grupo alerta que "os dados indicam que estes são pontos críticos e que, em algum momento, o vírus pode ter estado viável naqueles locais. Assim, trata-se de um indicador importante que revela a necessidade de medidas de desinfecção mais rigorosas nessas áreas".

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