Novo Coronavírus

Saúde Estudo aponta eficácia de uma dose de vacina em quem já teve covid-19

Estudo aponta eficácia de uma dose de vacina em quem já teve covid-19

Pesquisa foi realizada nos Estados Unidos com imunizantes da Pfizer e da Moderna, que ainda não são aplicados no Brasil

  • Saúde | Da Agencia Brasil

Quem já teve covid-19 desenvolveu anticorpos mais rapidamente após primeira dose

Quem já teve covid-19 desenvolveu anticorpos mais rapidamente após primeira dose

Mussa Qawasma/Reuters - 3.2.2021

Pesquisadores da Escola de Medicina Icahn em Nova York, nos Estados Unidos, desenvolveram um estudo publicado no periódico acadêmico New England Journal of Medicine apontando a eficácia da aplicação de uma dose das vacinas da Pfizer e da Moderna em pacientes que já tiveram covid-19.

O estudo, publicado na forma de carta e não como artigo revisado, analisou 110 participantes de um teste clínico, sendo que um grupo já havia tido diagnóstico positivo de covid-19 e outro que ainda não havia sido contaminada pelo vírus.

Os participantes que já haviam tido covid-19 desenvolveram mais rapidamente anticorpos com uma dose. Já os não infectados previamente tiveram baixa resposta na criação de anticorpos até o 12º dia depois da vacinação, a sua maioria após este período.

O desempenho dos previamente infectados foi superior também ao de pessoas que receberam duas doses das vacinas adotadas na pesquisa. Neste grupo, a aplicação da 2ª dose não revelou mudanças significativas no sistema imunológico contra o vírus.

Os pesquisadores também avaliaram os efeitos colaterais. Eles foram maiores nos participantes que já haviam contraído covid-19, mas em nenhum dos casos houve eventos adversos que levassem à hospitalização.

“Nós descobrimos que uma dose das vacinas gerou rápida resposta em participantes soropositivos [do novo coronavírus], com níveis de anticorpos similares ou superiores a participantes soronegativos que receberam duas doses. Mas se uma dose destas vacinas provê proteção efetiva em soropositivos ainda requer investigação”, concluem os autores.

Últimas