Coronavírus

Saúde Estudo no Chile indica 3ª dose da CoronaVac para combater Delta 

Estudo no Chile indica 3ª dose da CoronaVac para combater Delta 

Ensaio feito com população chilena mostra queda nos níveis de anticorpos protetores após 6 meses. Anvisa não recomenda 3ª dose

Reuters
  • Saúde | por Reuters | com R7

Estudo chileno sugere terceira dose de CoronaVac para combater Delta

Estudo chileno sugere terceira dose de CoronaVac para combater Delta

SEDAT SUNA/EFE/EPA - 21.4.2021

Os responsáveis por um ensaio clínico da vacina anticovid CoronaVac, que está sendo feito na população do Chile e se apresenta no estágio final, recomendaram uma terceira dose do imunizante como reforço para proteger contra a variante Delta, mais contagiosa.

Os pesquisadores afirmaram, ainda, que um estudo in vitro para determinar a eficácia da CoronaVac contra a variante identificada originalmente na Índia, apontou que ela tem uma eficácia na neutralização contra a nova cepa quatro vezes menor.

Antes, um estudo conduzido por cientistas da China havia indicado que o efeito do imunizante era reduzido em um terço contra Delta.

Alexis Kalergis, diretor do Instituto do Milênio de Imunologia e Imunoterapia do Chile, que também realizou um ensaio clínico com 2.000 participantes, disse que menos 3% dos voluntários pegaram covid-19 seis meses após receber uma segunda dose da vacina.

No entanto, o estudo mostrou uma queda nos níveis de anticorpos protetores após seis meses e Kalergis disse que recomendou a aplicação de uma terceira "dose de reforço" para fornecer melhor proteção contra as mutações do vírus.

"A diminuição natural dos anticorpos após a vacinação destaca a necessidade de fortalecer a imunidade com doses de reforço para compensar e aumentar a neutralização do vírus", disse ele.

Na última quarta-feira, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou uma nota em que afirma não existir estudos conclusivos que apontem a necessidade de uma terceira dose ou dose de reforço dos imunizantes autorizados no Brasil. 

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, que produz a CoronaVac aqui, afirmou em 8 de julho, que os pesquisadores brasileiros estudam "a possibilidade de um reforço anual da vacina (que não deve ser confundido com uma terceira dose)" para ampliar a eficiência.

Por enquanto, a prioridade do PNI (Plano Nacional de Imunizações) é imunizar os brasileiros com 18 anos ou mais com o número de doses indicado nas bulas das vacinas. Duas doses da CoronaVac, Pfizer e AstraZeneca; e um dose da Janssen. 

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