Novo Coronavírus

Saúde Fabricante diz que OMS tem dados inconsistentes sobre remdesivir

Fabricante diz que OMS tem dados inconsistentes sobre remdesivir

Entidade divulgou estudo que sugere ineficácia do antiviral desenvolvido pelo laboratório norte-americano Gilead Sciences contra covid-19

Reuters
Remdesivir foi utilizado no tratamento do presidente dos EUA, Donald Trump

Remdesivir foi utilizado no tratamento do presidente dos EUA, Donald Trump

Sascha Steinbach/EPA/EFE

A Gilead Sciences questionou os resultados de um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que concluiu que o remdesivir, medicamento da farmacêutica usado emergencialmente contra a covid-19, não tem efeitos sobre o tempo de internação ou sobre as chances de sobrevivência de pacientes infectados.

A empresa norte-americana afirmou à Reuters que os dados parecem inconsistentes, os resultados são prematuros e que outros estudos validaram os benefícios da medicação antiviral.

Em um golpe contra um dos poucos medicamentos usados para tratar pacientes com covid-19, a OMS alegou que o estudo "Solidarity" concluiu que os protocolos pareciam ter pouco ou nenhum efeito na redução de mortalidade em 28 dias ou na duração do tratamento hospitalar entre pacientes internados com a infecção respiratória.

O remdesivir foi um dos remédios utilizados para tratar o presidente norte-americano, Donald Trump, após sua infecção pelo coronavírus e seu uso demonstrou, em estudos anteriores, ter reduzido o tempo de recuperação, embora a União Europeia esteja investigando uma possível lesão renal.

O estudo da OMS foi conduzido em 11.266 pacientes adultos em mais de 30 países. As evidências foram conclusivas, afirmou a OMS.

A Gilead informou que outros estudos com remdesivir, incluindo 1.062 pacientes que o compararam com um placebo, mostraram que o tratamento reduziu o tempo de recuperação de pacientes com covid-19.

"Os dados emergentes [da OMS] parecem inconsistentes, com evidências mais robustas de vários estudos randomizados e controlados publicados em periódicos revisados por pares que validam o benefício clínico do remdesivir", disse Gilead à Reuters.

A farmacêutica acrescentou que "não está claro se alguma descoberta conclusiva pode ser obtida", devido ao que chamou de diferenças na forma como o estudo foi conduzido de um local para outro e entre os pacientes que receberam o medicamento.

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