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Saúde Farmacêutica retoma hoje testes com a vacina de Oxford contra covid

Farmacêutica retoma hoje testes com a vacina de Oxford contra covid

AstraZeneca anunciou retorno da pesquisa global do estudo, suspenso após reação adversa em voluntária. No Brasil, Anvisa permitiu retomada no sábado

  • Saúde | Do R7, com EFE

Testes da vacina de Oxford estão sendo realizados em 5 mil voluntários brasileiros

Testes da vacina de Oxford estão sendo realizados em 5 mil voluntários brasileiros

Steve Parsons/Reuters

Os testes da vacina de Oxford contra a covid-19 serão retomados no Brasil nesta segunda-feira (14), segundo a AstraZeneca, farmacêutica que desenvolve o imunizante com a Universidade de Oxford. 

A empresa havia anunciado no sábado (12) o retorno do estudo, que está na terceira e última fase de testes no mundo todo, mas não havia fornecido detalhes sobre as conclusões sobre o caso de efeitos adversos em uma voluntária. A participante, do Reino Unido, desenvolveu mielite transversa, manifestação neurológica que afeta os nervos periféricos da coluna.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou no sábado (12) a continuidade dos testes no país depois de ter recibo informações da AstraZeneca e do governo do Reino Unido sobre a segurança do medicamento.

Leia também: O que é mielite transversa, que pausou teste da vacina de Oxford

"Após avaliar os dados do evento adverso, sua causalidade e o conjunto de dados de segurança gerados no estudo, a Anvisa concluiu que a relação benefício/risco se mantém favorável e, por isso, o estudo poderá ser retomado", disse a agência em um comunicado.

A vacina de Oxford passa por testes no Brasil em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia em 5 mil voluntários desde o dia 20 de junho. Até o momento, 4.600 voluntários foram vacinados e não houve registro de reações adversas graves, segundo a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que coordena os testes no país.

O laboratório Bio-Manguinhos, ligado à Fundação Oswaldo Cruz, produzirá a vacina no Brasil segundo acordo firmado pelo Ministério da Saúde.

Caso seja aprovada, serão 30 milhões de doses entre dezembro e janeiro e 70 milhões no primeiro semestre de 2021. A vacina é composta por adenovírus de chimpanzés, que causa o resfriado comum, enfraquecido, e fragmentos do novo coronavírus, para estimular o corpo a produzir anticorpos.

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