Coronavírus

Saúde Farmacêuticas se unem para criar vacina contra novas variantes

Farmacêuticas se unem para criar vacina contra novas variantes

GSK e CureVac trabalham em imunizante capaz de combater com mais eficácia mutações do coronavírus causador da covid-19

  • Saúde | Da EFE

Vacina desenvolvida pela CureVac utiliza tecnologia de RNA mensageiro

Vacina desenvolvida pela CureVac utiliza tecnologia de RNA mensageiro

Andreas Gebert/Reuters

A gigante farmacêutica britânica GSK (GlaxoSmithKline) e a biofarmacêutica alemã CureVac vão colaborar no desenvolvimento de uma nova geração de vacina para combater as novas variantes do coronavírus causador da covid-19, em um acordo avaliado em 150 milhões de euros (cerca de R$ 976,2 milhões), revelaram as empresas nesta quarta-feira (3).

A GSK também apoiará este ano a produção de até 100 milhões de doses da vacina da CureVac contra o novo coronavírus, chamada CVnCoV e baseada em RNA mensageiro.

Esta vacina está atualmente nas fases 2 e 3 do ensaio clínico.

O objetivo desta colaboração é "oferecer maior proteção contra as diferentes variantes do SARS-CoV-2" e permitir uma resposta rápida a novas mutações que possam surgir no futuro.

As duas empresas vão iniciar imediatamente o programa de desenvolvimento e pretendem lançar a nova vacina em 2022, assim que obtiverem a aprovação das autoridades reguladoras de saúde.

Necessidade de nova geração de vacinas

O surgimento de novas cepas do SARS-CoV-2 pode reduzir a eficácia da primeira geração de vacinas, por isso é necessário acelerar os esforços para desenvolver vacinas contra mutações para ficar um passo à frente da pandemia, segundo as empresas.

Esta nova geração de vacinas pode ser usada para proteger pessoas que não foram vacinadas antes ou como uma dose de reforço, caso a imunidade das primeiras vacinas seja reduzida com o tempo.

A GlaxoSmithKline terá autorização de comercialização para as novas gerações da vacina, exceto na Suíça, e também terá direitos exclusivos de desenvolvimento, fabricação e comercialização em todos os países, exceto Alemanha, Áustria e Suíça.

A empresa britânica vai fazer um adiantamento de 75 milhões de euros (cerca de R$ 488 milhões) e outro do mesmo montante quando forem atingidos determinados objetivos.

Últimas