Febre amarela: Horto Florestal e Cantareira só reabrem em janeiro 

Parque Ecológico do Tietê está sendo fechado nesta sexta-feira (11) 

Horto Florestal seguirá fechado até janeiro
Horto Florestal seguirá fechado até janeiro Amanda Perobelli/ 23.10.17/ Estadão Conteúdo

Para evitar a febre amarela, o Horto Florestal e o Parque da Cantareira, na zona norte de São Paulo, serão reabertos para utilização do público apenas em janeiro, segundo informou o secretário de saúde do Estado de São Paulo, David Uip, na manhã desta sexta-feira (10). 

No entanto, haverá a recomendação para que a população volte a utilizar os locais apenas se tiverem tomado a vacina contra a febre amarela. Já para aqueles que têm contraindicação para o imunizante, a indicação é utilizar repelente. 

De acordo com Uip, a demora para a reabertura dos parques se dá pelas operações de rastreamento de macacos e mosquitos e monitoramento da doença. 

Fechamento do Parque Ecológico do Tietê

O Parque Ecológico do Tietê, na zona leste de São Paulo, também está sendo fechado nesta sexta-feira, após um macaco com febre amarela ser encontrado morto no local, disse o secretário. 

— Começamos a esvaziar o parque e amanhã já não abre. 

O animal era proveniente da região de Cajamar e foi levado ao centro de recuperação de animais silvestres do parque ecológico, pois havia sido eletrocutado. Ainda não é possível determinar onde o animal foi contaminado. 

O fechamento do parque é considerado preventivo, e os funcionários serão vacinados. O local recebe 4.000 pessoas por dia.

Por causa da interdição, a Secretaria de São Paulo informou que 8.000 pessoas dos bairros Jardim Piratininga e Jardim São Francisco, que vivem a 800m do parque, devem ser imunizadas contra a doença. Porém, toda a logística de aplicação das doses e o início da campanha deve ser definido pela prefeitura da cidade, segundo informou a pasta estadual. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ainda não há informações sobre a vacinação na região.

Ao todo, já são 16 parques fechados, sendo 13 municipais e três estaduais.

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Mortes de febre amarela em SP

O Estado São Paulo registrou 23 casos de febre amarela silvestre em 2017, com dez mortes, conforme o último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde. “Dois deles morreram porque não aceitaram tomar a vacina”, afirmou Uip.

Na capital paulista, eram 19 casos suspeitos de febre amarela, e todos foram descartados, segundo informou o secretário nesta sexta-feira.

Foram registrados 298 macacos mortos com a doença, sendo a maior concentração na região de Campinas, com 283.

Vacinação em SP

Nos próximos dias, a secretaria irá receber do Ministério da Saúde 2,8 milhões de doses da vacina, que serão usadas para vacinar a população de São Paulo, em especial os municípios das regiões do Alto Tietê e Osasco, entre novembro e dezembro. Ambas as regiões estão nos chamados "corredores ecológicos", explicou Uip.

— Eu posso afirmar que não há risco no Estado de epidemia e nem haverá. 

Segundo o secretário, uma reunião que será realizada com o Ministério da Saúde vai definir se a população do Estado de São Paulo vai receber doses fracionadas da vacina a partir de 2018. 

— Estudos científicos mostram que a imunização [fracionada] dura até nove anos. 

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