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Saúde Febre amarela: litoral Norte de SP tem primeira morte confirmada

Febre amarela: litoral Norte de SP tem primeira morte confirmada

Trabalhador rural de 41 anos morreu em Ubatuba; Instituto Adolfo Lutz confirmou a morte por febre amarela na última sexta-feira (6)  

Febre amarela: litoral Norte de SP tem primeira morte confirmada

Vacinação em Ubatuba vai das 8h às 20h

Vacinação em Ubatuba vai das 8h às 20h

Divulgação/Secretaria Municipal de Saúde de Ubatuba

O litoral Norte de São Paulo tem a primeira morte confirmada por febre amarela. Trata-se de um trabalhador rural de 41 anos nascido em Birigui que vivia no sertão de Ubatumirim, região norte da cidade, desde o final do ano passado.

Ele morreu no dia 2 de abril, mas o diagnóstico da doença só foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz na última sexta-feira (6).

A vítima havia comparecido ao pronto-socorro da Santa Casa, único hospital da cidade de Ubatuba, no dia 31 de março, e foi diagnosticada com virose.

Leia mais: Vírus se expande para o litoral

No dia seguinte, seu estado de saúde se agravou e ela retornou ao hospital, sendo então internada. Morreu na segunda-feira (2) pela manhã.

O instituto também descartou a suspeita de febre amarela de um macaco que havia sido encontrado em Araribá, região sul da cidade, há dez dias, segundo nota da Secretaria Municipal de Saúde de Ubatuba.

Embora a chegada da febre amarela ao litoral Norte de São Paulo tenha sido prevista pela Secretaria Estadual da Saúde, a adesão à vacinação em Ubatuba tem sido baixa, segundo a Secretaria Municipal de Saúde da cidade.

Apenas 47% da população está imunizada, de acordo com a secretaria. Desde o início da campanha, 35 mil pessoas foram vacinadas com doses fracionadas. A campanha de vacinação fracionada teve início em Ubatuba e São Sebastião em 25 de janeiro.

“Apesar de todos os alertas feitos pelos órgãos de Vigilância em Saúde nos diferentes níveis – municipal, estadual e federal – e dos sinais evidentes de avanço da circulação do vírus nos municípios no entorno, confirmada pelas mortes por febre amarela em macacos encontrados em cidades como Jacareí, Taubaté, Angra dos Reis e Paraty, a procura pela vacina em Ubatuba foi baixa”, informou a secretaria por meio de nota.

Para aumentar a cobertura vacinal, a secretaria ampliou o atendimento a todos os postos de saúde da cidade e estendeu os dias e horários, que funcionam diariamente das 8h às 20h, inclusive nos bairros de Itamambuca, Puruba, Umuarama, Perequê-Açu, Ipiranguinha, Marafunda, Sertão da Quina e Perequê-Mirim.

Mairiporã é a cidade mais afetada pela doença

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo divulgou na sexta-feira (6) os números atualizados da febre amarela no Estado. Desde o ano passado, 433 pessoas foram infectadas pelo vírus da doença e 163 morreram.

Os dados demonstram que, apesar da campanha de vacinação, o número de casos continua crescendo. Em uma semana, 32 pessoas contraíram a febre amarela. No boletim anterior, de 30 de março, eram 401 casos confirmados.

O número de pessoas vacinadas, no entanto, se estabilizou. Tanto o boletim do dia 30 quanto o desta semana informam que 7,3 milhões de pessoas foram imunizadas desde o início do ano. 

Atualmente, há indicação de vacina em 575 dos 645 municípios paulistas.

A cidade mais afetada pela febre amarela é Mairiporã, com 157 casos e 42 mortes, o que corresponde a 36,2% dos casos no Estado. Em segundo lugar está Atibaia, com 54 casos e 18 mortes, o que representa 12,4% dos casos confirmados. Juntas, as cidades concentram quase 50% dos casos.

Em seguida estão Nazaré Paulista, com 23 casos e 10 mortes, e Guarulhos. com 15 casos e 5 mortes. A capital é a quinta cidade com o maior número de casos confirmados: 11, até o momento, e sete mortes.

Embora a campanha de vacinação fracionada contra a febre amarela já tenha se encerrado no Estado, os municípios que ainda não vacinaram toda a população continuam oferecendo as doses fracionadas para os moradores que desejam se proteger contra o vírus.

Na capital, a campanha continua até 30 de maio.

Veja alternativas para quem não pode tomar a vacina contra a febre amarela:

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