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Saúde Fiocruz aumenta produção de vacina após resolver falha técnica

Fiocruz aumenta produção de vacina após resolver falha técnica

Unidade de produção de imunobiológicos já tem pronto 1,5 milhão de doses que estão processo de validação

Reuters
Fiocruz deve entregar primeiros lotes da vacina contra covid nos próximos dias

Fiocruz deve entregar primeiros lotes da vacina contra covid nos próximos dias

Divulgação/Fiocruz

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) afirmou nesta segunda-feira (8) que um problema técnico em uma linha de produção de vacinas contra covid-19 de um lote de validação, que provocou paralisação de uma semana no processo de fabricação, foi superada, e que deu início hoje à produção do imunizante em maior escala.

Segundo a Fiocruz, o problema técnico ocorreu no processo de lacre (recravação) de um dos três lotes de validação da vacina desenvolvida pela AstraZeneca em parceira com a Universidade de Oxford, que está sendo envasada pela Fiocruz com base em insumo farmacêutico ativo (IFA) importado da China.

Os três lotes de validação juntos totalizam 1 milhão de doses. Os lotes de pré-validação da vacina, em um total de 500 mil doses, já foram concluídos, e as informações relativas já foram encaminhadas à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como parte do processo de pedido de registro definitivo do imunizante. A expectativa da Fiocruz é que o registro seja concedido a partir desta semana.

“Hoje começamos a produção comercial e já temos cerca de 1,5 milhão de vacinas prontas e com controle concluído“, disse Mauricio Zuma, diretor de Bio-Manguinhos, unidade de produção de imunobiológicos da Fiocruz, a jornalistas.

“Vamos introduzir a partir do meio da semana a segunda linha de produção, e a partir de agora a produção começa a escalar e antes do fim do mês já vamos produzir cerca de 1 milhão de doses por dia”, acrescentou.

A Fiocruz pretende entregar ao Ministério da Saúde 3,8 milhões de doses envasadas localmente no mês de março.

O número representa uma redução drástica em relação a cronograma divulgado no mês passado pela pasta, que previa 16,9 milhões de doses da fundação este mês.

Segundo a Fiocruz, a diferença não tem qualquer relação com o atraso técnico. A entidade esclareceu, em nota, que o número total de doses a serem entregues ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) em março depende do cumprimento de todas as etapas iniciais de produção e requisitos de qualidade de forma a garantir sua eficácia e segurança.

“Essa questão envolvendo a interrupção é perfeitamente normal e natural em um processo que agora ganha escala“, afirmou o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger.

O calendário da Fiocruz prevê a produção de 100,4 milhões de doses do imunizante até julho com o IFA importado, e mais 110 milhões no segundo semestre deste ano já com IFA próprio.

De acordo com o cronograma, serão 30 milhões de doses em abril; 25 milhões em maio; 25 milhões em junho e 16,6 milhões em julho.

Até o momento, o Ministério da Saúde recebeu apenas 4 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, que foram importadas prontas da Índia mediante atraso no cronograma da Fiocruz desde o fim do ano passado.

A principal vacina utilizada no país no momento é a CoronaVac, da Sinovac, que é envasada no Brasil pelo Instituto Butantan.

O Brasil vacinou menos de 4% da população até o momento, de acordo com dados das secretarias estaduais de Saúde levantados por um consórcio de veículos de imprensa.

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