Coronavírus

Saúde Fiocruz promete novas remessas e contraindica 2ª dose diferente

Fiocruz promete novas remessas e contraindica 2ª dose diferente

Deve ser mantido o esquema com duas doses da AstraZeneca mesmo que haja atraso superior a 12 semanas, diz entidade

  • Saúde | Do R7

Vacina da AstraZeneca produzida pela Fiocruz é a mais utilizada no Brasil

Vacina da AstraZeneca produzida pela Fiocruz é a mais utilizada no Brasil

ADRIANO ISHIBASHI/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

A falta de vacinas contra covid-19 da AstraZeneca para a segunda dose em algumas cidades já está fazendo gestores pensarem em alternativas, como o uso de Pfizer.

Diante disso, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), detentora dos direitos comerciais e responsável pela produção do imunizante no Brasil, emitiu um comunicado nesta quarta-feira (18) em que contraindica essa medida.

Inicialmente, já era previsto que poderia haver uma interrupção da chegada de IFA (ingrediente farmacêutico ativo) da China entre agosto e setembro, enquanto o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) ainda se prepara para a produção 100% nacional.

Mas a Fiocruz garante que não haverá comprometimento do que está pactuado com o Ministério da Saúde.

"O quantitativo de vacinas entregues [84,5 milhões até agora], a manutenção de entregas permanentes (22 semanas de entregas ininterruptas) e a previsão de chegada de lotes de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nos próximos meses apontam para a manutenção da regularidade de entregas e a disponibilidade de vacinas", diz a nota.

Segundo a entidade, serão importados três carregamentos de IFA em agosto e outros três de setembro a novembro. Este quantitativo de matéria-prima será suficiente para uma entrega média mensal de 18 milhões de doses ao PNI (Programa Nacional de Imunizações).

Em relação ao uso de outro imunizante para a segunda dose, a Fiocruz afirma que: "Embora existam dados potencialmente importantes sobre o uso de sistemas heterólogos de vacinação, não existem dados ainda sobre a duração da resposta imune com o uso de duas vacinas diferentes".

O comunicado cita ainda um estudo feito pela Universidade de Oxford e publicado na revista científica The Lancet que aponta que não há prejuízo em ampliar o intervalo para além das 12 semanas indicadas na bula.

"De acordo com a pesquisa, a primeira dose pode sustentar uma eficácia de 80% por até 10 meses até a segunda dose e que esse intervalo poderia conferir uma resposta imunológica ainda mais robusta após o esquema vacinal completo da vacina de Oxford/AstraZeneca."

A vacina AstraZeneca/Fiocruz é a mais aplicada até agora no PNI, com 46,5% do total de doses. Em seguida, estão a CoronaVac (35,6%), Pfizer (14,9%) e Janssen (2,9%).

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