Novo Coronavírus

Saúde Fiocruz vê cenário de alto risco, devido às altas ocupações de UTI

Fiocruz vê cenário de alto risco, devido às altas ocupações de UTI

Boletim divulgado pela instituição mostra que 20 Estados e o DF estão com mais de 80% dos leitos covid-19 ocupados com doentes

  • Saúde | Do R7

Hospitais de 20 Estados e do DF estão com alta ocupação de leitos de UTI

Hospitais de 20 Estados e do DF estão com alta ocupação de leitos de UTI

Gisele Pimenta/Estadão Conteúdo - 9.6.2021

A Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz) divulgou novo Boletim do Observatório Covid-19, na quarta-feira (9), e classificou a atual situação da pandemia no Brasil como de alto risco. Uma das justificativas é que o país está com estabilidade na média móvel de novos casos, mas em patamares altos, o que significa que a transmissão da doença segue elevada. 

Outro fator que mereceu destaque da instituição foi que pelo menos vinte Estados e o Distrito Federal apresentam taxas de ocupação de UTI iguais ou superiores a 80%, o que “demanda atenção e prudência” nos próximos dias.

Segundo o estudo, a combinação do número alto de novos casos, mesmo com uma pequena queda no número de mortes e as altas taxas de ocupação de leitos UTI covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) é muito preocupante. “Ainda é prematuro considerar que há uma queda sustentável de casos e óbitos ou que estamos entrando em uma terceira onda”, observam.

As recomendações da Fiocruz são: manter as medidas de prevenção, uma vez que a maioria da população brasileira ainda não está vacinada, e garantir os hospitais abastecidos com suprimentos e insumos farmacêuticos.

“É muito importante a utilização de medidas não-farmacológicas, que têm como objetivo reduzir a propagação do vírus e o contínuo crescimento de casos, o que sobrecarrega as capacidades para o atendimento de casos críticos e graves e contribui para o crescimento de óbitos; medidas relacionadas ao sistema de saúde, que visam aliviar a sobrecarga dos serviços e também reduzir a mortalidade hospitalar por covid-19, por desassistência e por outras doenças, bem como garantir o suprimento de insumos fundamentais para o atendimento; as políticas e ações sociais, cujo objetivo é mitigar os impactos sociais e sanitários da pandemia, principalmente para as populações e grupos mais vulneráveis”

De acordo com o novo boletim, doze unidades da federação apresentam taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 iguais ou superiores a 90%: Tocantins (94%), Maranhão (90%), Ceará (93%), Rio Grande do Norte (94%), Pernambuco (97%), Alagoas (91%), Sergipe (99%), Paraná (96%), Santa Catarina (97%), Mato Grosso do Sul (107%), Goiás (90%) e Distrito Federal (90%).

Outras nove apresentam taxas de ocupação que variam de 80% a 89%: Roraima (87%), Piauí (88%), Paraíba (80%), Bahia (84%), Minas Gerais (82%), Rio de Janeiro (81%), São Paulo (82%), Rio Grande do sul (84%) e Mato Grosso (87%).

Doze capitais estão com taxas de ocupação de leitos de UTI iguais ou superiores a 90%: Palmas (93%), São Luís (97%), Teresina (número estimado acima de 90%), Fortaleza (95%), Natal (93%), Maceió (90%), Aracaju (98%), Rio de Janeiro (92%), Curitiba (102%), Campo Grande (106%), Goiânia (91%) e Brasília (98%).

Em outras cinco capitais, a ocupação está entre 80% e 89%: Boa Vista (87%), Belém (88%), Recife (86%), Salvador (81%) e Florianópolis (88%).

Últimas