Grupo de risco é mais vulnerável à covid-19, mas evolução é individual

Aqueles que integram esses grupos têm o organismo mais debilitado e podem ter menos condições de combater a doença, por isso merecem mais atenção

Pessoas do grupo de risco, como idosos, podem ter menos condições de combater doença

Pessoas do grupo de risco, como idosos, podem ter menos condições de combater doença

Pixabay

São definidos como grupos de risco da covid-19 pessoas com 60 anos ou mais e aquelas com condições médicas preexistentes, como pressão alta, doenças cardíacas ou pulmonares, câncer ou diabetes, segundo o Ministério da Saúde.

Mas todas as pessoas, independentemente da idade ou de condições de saúde, estão sujeitas a contrair o vírus. Aqueles que integram o grupo de risco, no entanto, têm o organismo mais debilitado e podem ter menos condições de combater a doença.

“Quando o sistema de defesa não está funcionando em sua perfeita capacidade, ficamos mais vulneráveis a doenças oportunistas, que se aproveitam desse momento para se instalarem”, afirma a infectologista Susanne Edinger.

A médica explica que isso não significa que pessoas do grupo de risco vão, necessariamente, evoluir para um quadro mais grave da doença.

Segundo o infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) Estêvão Urbano, entre as hipóteses para quadros mais graves da doença estão predisposição genética, a interação do paciente, já que alguns indivíduos interagem melhor com o vírus do que outros, e a carga viral.

“Pessoas que entram em contato com maior quantidade de vírus tendem a evoluir pior”, afirma Urbano.

Susanne faz um alerta aos integrantes do grupo de risco. “Havendo agravamento do quadro respiratório com aumento da frequência respiratória acima de 24 por minuto (uma respiração a cada 4 segundos) , sinais de desconforto para respirar ou febre alta, deve-se procurar os serviços de assistência médica.”

Em geral, as recomendações são iguais para todos. Segundo as orientações do Ministério da Sáude, as pessoas devem permanecer em casa; lavar as mãos com frequência com água e sabão ou então higienizar com álcool em gel 70%; evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, toalhas, pratos e copos; ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço ou com um braço, nunca com as mãos; e manter os ambientes ventilados.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini