Coronavírus

Saúde Imunidade pós-covid é mais fraca que vacina, mostra estudo dos EUA

Imunidade pós-covid é mais fraca que vacina, mostra estudo dos EUA

Risco de quem já teve a doença ser infectado novamente é 2,34 vezes maior do que de quem completou esquema vacinal

  • Saúde | Do R7

EUA enfrentam alta dos casos de covid-19, com média diária de mais de 100 mil novos diagnósticos

EUA enfrentam alta dos casos de covid-19, com média diária de mais de 100 mil novos diagnósticos

Brendan McDermid/Reuters

Um estudo conduzido pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) concluiu que pessoas que tiveram covid-19 têm 2,34 vezes mais chances de se infectar novamente quando comparadas às com esquema vacinal completo.

O trabalho foi realizado no estado do Kentucky e derruba a tese de que a imunidade conferida pela doença seria suficiente para garantir a proteção.

“Este estudo mostra que você tem duas vezes mais chances de se infectar novamente se não for vacinado. Tomar a vacina é a melhor maneira de se proteger e proteger outras pessoas ao seu redor, especialmente porque a variante Delta, mais contagiosa, se espalha pelo país", afirmou a diretora do CDC, Rochelle Walensky, em comunicado.

O órgão ressalta que as vacinas evitam significativamente hospitalizações e mortes por covid-19. Em julho, Rochelle informou que 99,5% dos óbitos pela doença ocorreram em indivíduos não vacinados.

Os Estados Unidos têm 50,1% de toda a população completamente vacinada, mas a resistência à vacina em determinados grupos ameaça o sucesso do programa de imunização, iniciado em dezembro.

Nos últimos sete dias, a média de novos casos nos EUA supera 100 mil, em um patamar que não era observado desde novembro do ano passado.

Diante da possível nova onda de infecções, o governo voltou a recomendar o uso de máscaras. Nova York, por exemplo, vai exigir a partir de setembro comprovante de vacinação para acessar qualquer estabelecimento comercial fechado. 

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