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Saúde Inglaterra detecta mais de 1.000 casos de mutação do coronavírus

Inglaterra detecta mais de 1.000 casos de mutação do coronavírus

Segundo secretário de Saúde, nova variante do vírus causador da covid-19 pode estar associada a uma propagação mais rápida no sul do país

  • Saúde | Da EFE

Governo já informou Organização Mundial da Saúde

Governo já informou Organização Mundial da Saúde

National Institute of Allergy and Infectious Diseases

Uma nova variante do coronavírus SARS-CoV-2, que causa a covid-19, foi identificada no Reino Unido, anunciou nesta segunda-feira (14) o secretário de Estado da Saúde britânico, Matt Hancock.

Em um comunicado à Câmara dos Comuns, Hancock declarou que nos últimos dias cientistas britânicos detectaram "uma nova variante do coronavírus que pode estar associada com a propagação mais rápida no sul da Inglaterra".

O ministro anunciou na mesma audiência que Londres, assim como certas áreas dos condados de Essex, no leste da Inglaterra, e Hertfordshire, ao norte da capital, foram colocadas sob restrições máximas. Isto significa que a partir de quarta-feira (16) os bares e restaurantes terão que ser fechados, exceto para entregas a domicílio.

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Ainda não se sabe até que ponto o aumento do contágio em todas as faixas etárias é devido à nova variante, mas a situação exige uma "ação rápida e decisiva", alertou Hancock.

Até agora, mais de 1.000 casos dessa nova variante foram identificados, especialmente no sul da Inglaterra, e as autoridades britânicas já notificaram a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Hancock acrescentou que não há evidência de que a variante tenha efeitos mais prejudiciais à saúde dos pacientes e considerou "muito improvável" que as vacinas desenvolvidas contra a covid percam eficácia nesse caso específico.

Por outro lado, a decisão do governo de colocar Londres sob restrições de nível 3 - de risco muito alto - vem menos de duas semanas após o confinamento de um mês sob o qual a Inglaterra esteve e que terminou no último dia 2.

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A medida significa que não haverá reuniões sociais dentro de casa e que somente serão permitidos encontros entre moradores de residências diferentes em um ambiente externo e com um máximo de seis pessoas.

Isso também implica o fechamento de quase todos os serviços de alimentação, exceto as refeições para levar e as entregas a domicílio, e a recomendação de evitar qualquer viagem para fora da área sujeita a essas restrições.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, também pediu ao governo que feche imediatamente as escolas secundárias, que estão passando por um rápido aumento no número de contágios.

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