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Saúde Instituto do PR assina acordo que 'cria força tarefa' por vacina russa

Instituto do PR assina acordo que 'cria força tarefa' por vacina russa

Presidente do Tecpar, órgão responsável pelo acordo com a Rússia, diz que vacina poderá ter produção no Brasil a partir do segundo semestre de 2021

  • Saúde | Cesar Sacheto, do R7

Brasil e Rússia avançam em acordo para produção de vacina contra covid-19

Brasil e Rússia avançam em acordo para produção de vacina contra covid-19

THE RUSSIAN DIRECT INVESTMENT FU/Reuters

A assinatura de um memorando de entendimento entre representantes dos governos do Paraná e da Rússia, ocorrida na tarde desta quarta-feira (12), conforme anunciou o presidente do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná), Jorge Callado, marcou o início da parceria entre os países nas pesquisas e futura produção da vacina Sputnik V para o combate ao novo coronavírus. No entanto, o acordo deverá ser confirmado em decreto do governador paranaense, Ratinho Júnior (PSD), nos próximos dias.

Após a consolidação do convênio, uma força tarefa será criada para debater questões técnico-científicas e elaborar um documento que deverá ser analisado pela Anvisa e demais autoridades sanitárias do Brasil em um prazo de 30 a 40 dias.

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"Obviamente, não faremos nada sem estar devidamente ajustado com os orgãos federais, dentro dos principios de cautela e da segurança", afirmou Jorge Callado, em resposta ao questionamento de parte da comunidade internacional sobre a credibilidade da vacina em função de um possível aceleração das fases de testes.

"Se existem incertezas, as análises dirão. O nosso momento agora é de realizar os debates para chegar a uma decisão precisa. Não podemos nos paultar por alguns comentários ou citações", complementou o executivo.

O presidente do Tecpar explicou que o órgão deverá estabelecer um protocolo de validação do produto com base nas informações sobre as fases 1 e 2 de testes da vacina. No entanto, ainda não há uma data estabelecida para o início e os critérios para a escolha dos voluntários nos testes que serão realizados no Brasil.

"Inicialmente, a nossa intenção é trabalhar com os profissionais da área de saúde que estão na ponta da linha do atendimento à pandemia. Vamos trabalhar com alguns grupos de risco, mas isso está sendo desenhado. Em um primeiro momento, [serão] esses dois grupos", revelou.

Segundo Jorge Callado, a expectativa é que a fabricação da imunização no país tenha início no segundo semestre de 2021, com produção terceirizada e investimentos de aproximadamente R$ 80 milhões — recursos que deverão vir de parceiros internacionais.

"Todas as etapas devem ser vencidas dentro do seu tempo e com segurança. [A produção] é um segundo passo. De forma muito conservadora, prudente, pelo segundo semestre de 2021. Mas não impede que o governo faça importações. Pode chegar antes, se aprovada e registrada no Brasil".

Jorge Callado revelou ainda que o acordo entre os pesquisadores russos e as autoridades brasileiras garante a transferência de tecnologia para a fabricação da vacina. "A transferência é fundamental. É uma condicionante [da parceria]", completou o presidente do Tecpar.

Entendimento entre governos

A reunião que resultou na assinatura do acordo entre as autoridades brasileiras e a federação russa contou com a presença de representantes de setores da saúde e tecnologia dos governos estadual e federal. De acordo com o presidente do Tecpar, o Ministério da Saúde tem se posicionado favoravelmente à atuação do instituto.

"[A comunicação com o governo federal] está bastante ampla, republicana. Existe um canal muito importante. Quanto mais alternativas em relação à imunização, melhor para o país. Digo a vocês que o canal de comunicação é amplo e o entendimento bem pertinente nesta área", finalizou Jorge Callado.

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