Itália chega a 29 mortos e mais de 1.000 infectados por coronavírus

A maioria dos casos acontecem nas ricas regiões de Lombardia, Veneto e Emilia Romagna; escolas e universidades continuam fechadas

Turistas usam máscaras em diversos pontos da Itália

Turistas usam máscaras em diversos pontos da Itália

EFE/EPA/ETTORE FERRARI

O número de mortos por Covid-19 na Itália chegou a 29 neste sábado, sete a mais que o balanço oficial divulgado na sexta-feira, e mais de mil pessoas já foram contagiadas no país, segundo informou o chefe da agência de Defesa Civil, Angelo Borrelli.

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De acordo com Borrelli, a Itália conta com 1.049 pacientes com coronavírus, enquanto 50 pessoas conseguiram se recuperar em diversas regiões do país. No total, contando com os mortos e curados, são 1.128 casos.

Borrelli explicou que 38% dos doentes estão internados em hospitais e 10% em cuidados intensivos, enquando os 52% restantes estão isoladas em casa.

Neste momento, 1.700 efetivos da Defesa Civil trabalham na Itália, incluindo 800 voluntários. Segundo Borrelli, o país necessita máscaras para frear a propagação do coronavírus, equipamentos que podem ser conseguidos nas próximas horas.

A Comissão Europeia informou na sexta-feira que o Centro Europeu de Coordenação de Resposta a Emergências (CECRE) solicitou que todos os Estados-membros ofereçam assistência à Itália, cujas autoridades pediram o envio de mais máscaras.

Em comunicado, o governo do bloco disse que a Itália ativou o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia para pedir mais equipamentos.

Medidas contra a contágio

Escolas e universidade permanecerão fechadas pela segunda semana consecutiva em três regiões no norte da Itália, em uma tentativa de conter o pior surto de coronavírus da Europa, no que acaba com as esperanças de um rápido retorno à normalidade.

A decisão foi tomada no momento em que o total de mortes pelo contágio subiu em oito durante o dia, para 29, com o total de casos pulando de 240 para 1.128 --a maioria nas ricas regiões de Lombardia, Veneto e Emilia Romagna.

Além do crescente custo humano, o governo também está preocupado com o provável impacto na frágil economia italiana, com a respeitada thinktank REF Ricerche alertando que a crise pode reduzir a produção nacional até entre 1% e 3% na primeira metade de 2020.

O vice-ministro da Economia, Antonio Misiani, afirmou neste sábado que o governo estava trabalhando em medidas para "impulsionar o crescimento em nível nacional" e pedirá ao Parlamento semana que vem que possa aumentar o déficit orçamentário em 2020 para ajudar a financiar as ações.