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Saúde Itália confirma 132 infecções por coronavírus, além de dois mortos

Itália confirma 132 infecções por coronavírus, além de dois mortos

Maioria dos casos está registrada na Lombardia, com um total de 89, seguidos pelos 24 na região do Veneto, sendo dois deles na turística Veneza

  • Saúde | Da EFE

Policiais em Codogno, uma das cidades da Itália posta em quarentena por coronavírus

Policiais em Codogno, uma das cidades da Itália posta em quarentena por coronavírus

Paolo Salmoirago / EFE-EPA - 23.2.2020

O número de pessoas infectadas pelo coronavírus em quatro regiões do norte da Itália chegou aos 132, após ter realizado quase 3 mil análises de pessoas suspeitas de ter a doença, afirmou neste domingo (23), o chefe da Proteção Civil italiana, Angelo Borrelli.

A maioria dos casos está registrada na Lombardia, com um total de 89, seguidos pelos 24 registrados em Veneto (dois deles na cidade de Veneza).

O número de casos em Piacenza, na região vizinha de Emilia Romagna, aumentou para nove, enquanto no Piemonte subiu para seis os infectados.

Mais dois, neste caso turistas chineses, foram diagnosticados há alguns dias em Lácio.

Até agora, a Proteção Civil confirmou a morte de duas pessoas devido a esta doença em Veneto e na Lombardia.

Do total de infectados, "54 são internados em hospitais, 26 em unidades de terapia intensiva e 29 em isolamento domiciliar", acrescentou Borrelli, durante uma breve entrevista coletiva.

Itália busca paciente zero de coronavírus

A região da Lombardia também anunciou o fechamento durante a próxima semana de todas as escolas, universidades e a suspensão de eventos públicos e atividades comerciais.

Borrelli explicou que ainda não foi possível localizar quem é o chamado "paciente zero" que espalhou o vírus, por isso "é difícil prever qual será a disseminação".

Aparentemente, é analisada a possibilidade de que a origem das infecções seja um italiano de 38 anos que, a princípio, acreditava-se ter sido infectado ao jantar com um amigo que esteve na China e retornou ao país no dia 21 de janeiro.

No entanto, o vice-ministro da Saúde, Pierpaolo Sileri, confirmou ontem que o suposto "paciente zero" que teria infectado seu amigo depois de voltar da China nunca teve o vírus.

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