Novo Coronavírus

Saúde Itália supera marca de 30 mil mortes em decorrência da covid-19

Itália supera marca de 30 mil mortes em decorrência da covid-19

Número é o maior na União Europeia. Curva de contágio é ainda ligeiramente inferior, com 1.327 novos casos registrados, totalizando 217.185 infecções

  • Saúde | Da EFE

Itália passa das 30 mil mortes por covid-19

Itália passa das 30 mil mortes por covid-19

A Itália chegou nesta sexta-feira (8) a um total de 30.201 mortes em decorrência da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, com as 243 registradas no boletim apresentado pela agência de Defesa Civil.

A curva de contágio é ainda ligeiramente inferior, com 1.327 casos nas últimas 24 horas, metade deles na Lombardia, no norte do país, que continua sendo a região mais afetada pela pandemia.

O número total de casos desde que o vírus foi detectado na Itália, em 20 de fevereiro, é de 217.185, dos quais 99.023 já foram curados (mais de 2,7 mil entre ontem e hoje), segundo dados da Defesa Civil.

Já o número de positivos atuais, que agora está próximo aos 88 mil, também continuam em queda, com 1.663 a menos que ontem.

Além disso, os pacientes hospitalizados diminuíram em menos de 15 mil, e os internados em Unidades de Terapia Intensiva (1.168), 143 a menos do que ontem.

As regiões mais afetadas continuam sendo as do norte, com a Lombardia à frente, seguida por Piemonte e Emília-Romanha.

Segundo o presidente do Instituto Superior de Saúde (ISS), Silvio Brusaferro, a curva de contágio está diminuindo. "Estamos caminhando para um número menor em todas as regiões", afirmou.

Fase de reabertura

No entanto, ele indicou que até a próxima semana não será possível ter os dados relacionados ao impacto dos primeiros dias da retomada da atividade econômica e da reabertura, iniciada na última segunda-feira.

Os dados da epidemia indicam que na Itália, a taxa de contágio está agora entre 0,5% e 0,7% em todas as regiões, incluindo a Lombardia, apesar de hoje ter mais de 600 novos casos.

As autoridades continuam pedindo cautela nesta fase de desconfinamento, em casos como o que ocorreu ontem à noite em Milão, capital da Lombardia, quando centenas de pessoas se aglomeraram em uma área de lazer para tomar um aperitivo antes da permissão concedida aos bares e cafés que servem bebidas "para viagem".

Na segunda etapa dessa redução, está prevista a abertura de lojas e museus para o dia 18 de maio e para o dia 1º de junho restaurantes, bares, cabeleireiros e empresas similares.

No entanto, várias regiões e setores estão pressionando o governo a antecipar a reabertura.

A partir da próxima segunda-feira, o Ministério da Saúde e especialistas do Instituto Superior de Saúde examinarão os dados para, a partir do dia 18, realizarem possíveis diferenciações regionais na reabertura.

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