Itália tem o menor número diário de mortes por covid-19 desde março

País que chegou a ser o epicentro da pandemia registrou 153 novos óbitos nas últimas 24 horas, o número mais baixo desde o início do confinamento

Número de vítimas fatais da covid-19 segue em queda na Itália

Número de vítimas fatais da covid-19 segue em queda na Itália

Ciro Fusco / EFE - EPA - Arquivo

A Itália registrou 153 novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas — 89 a menos do que na véspera —, chegando a um total de 31.763 óbitos causados pelo coronavírus, de acordo com informações divulgadas neste sábado (16) pela Defesa Civil.

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Foram também confirmados 875 novos casos do novo coronavírus, totalizando 224.760 infecções desde o início da pandemia no país, em 21 de fevereiro. O número diário de mortos é, no entanto, o mais baixo desde o início do confinamento, em 10 de março.

A tendência de queda da curva epidemiológica incentivou o governo italiano a antecipar, de acordo com as regiões, a reabertura de quase todas as atividades comerciais do país para a próxima segunda-feira, em vez de fazê-lo gradualmente, conforme programado.

O número de pessoas doentes - atualmente em 70.187 -, também apresenta queda, com uma diminuição de 1.883 pacientes em relação a ontem.

Entre os atualmente positivos, 775 estão em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), com menos 33 pacientes do que ontem, e 10,4 mil pessoas estão hospitalizadas com sintomas, uma diminuição de 392 em comparação com 24 horas antes.

Reabertura em breve

Esses dados foram divulgados no fim de semana anterior à reabertura de quase todas as atividades comerciais, depois que o governo decidiu reabrir na próxima segunda os bares, restaurantes, lojas de varejo e cabeleireiros e centros de beleza.

O governo também aprovou que a Itália abrirá suas fronteiras a partir com os países da União Europeia a partir de 3 de junho, sem a necessidade de quarentena.

O decreto estabelece que, a partir desta data, também será permitida a circulação entre as diferentes regiões.

Essa é uma medida que visa recuperar os fluxos turísticos, um setor que representa 13% do PIB do país.