Saúde Johnson adia envio de vacinas que chegariam amanhã ao Brasil

Johnson adia envio de vacinas que chegariam amanhã ao Brasil

Farmacêutica informou que não conseguiu despachar o carregamento; doses devem desembarcar ainda nesta semana

  • Saúde | Lívia Veiga, da Record TV Brasília

Resumindo a Notícia

  • Johnson adiou envio de vacinas e agora o Brasil deve receber carregamento no fim da semana
  • Havia previsão de entrega de 3 milhões de doses da empresa americana nesta terça-feira (15)
  • Motivo da suspensão do envio foi uma dificuldade de a farmacêutica despachar a carga
  • Prazo de validade das doses acaba no dia 27; ministério quer distribuir fármacos rapidamente
Vacinas deverão chegar ainda nesta semana

Vacinas deverão chegar ainda nesta semana

Rob Engelaar/EFE/EPA - 12.04.2021

O carregamento com 3 milhões de vacinas da Johnson, previsto para chegar na terça-feira (15) ao Brasil, não desembarcará na data prevista. O cancelamento foi confirmado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (14).

A pasta prevê, porém, que as doses chegarão ainda nesta semana ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A empresa norte-americana informou que não conseguiu embarcar o carregamento nesta segunda.

As vacinas têm prazo de validade até 27 de junho. Por isso, o ministério terá poucos dias para a distribuição e aplicação das doses. A estratégia da pasta prevê a distribuição em 5 dias com a utilização só nas capitais.

Na última sexta-feira (11), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) se reuniu com a farmacêutica para discutir o pedido de extensão do prazo de validade da vacina no Brasil. Atualmente, o prazo aprovado pela Anvisa é de 3 meses, mas a proposta da empresa é ampliar para 4 meses e meio. A agência reguladora dos Estados Unidos já aprovou essa extensão. 

Sobre a vacina

A vacina é fabricada pela Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, e é administrada em dose única, diferentemente dos outros imunizantes em aplicação no Brasil. A Anvisa autorizou o uso emergencial da vacina no dia 31 de março.

O infectologista Renato Kfouri, diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) e membro do Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, explica que o imunizante é fabricado por meio da tecnologia do adenovírus vetor, assim como a vacina da AstraZeneca, que já está em aplicação no Brasil.

O imunizante não necessita de refrigeração abaixo de zero, o que o torna compatível com os canais de distribuição padrão de vacinas, facilitando sua distribuição no país. “A grande vantagem é ser uma vacina de dose única, o que permite imunizar o dobro de pessoas”, afirma Kfouri.

A Johnson & Johnson anunciou que a vacina foi 72% eficaz na prevenção da doença nos Estados Unidos e alcançou uma taxa de 66% de eficácia global, em um teste realizado em três continentes e com variantes múltiplas do vírus.

O Vacinômetro do R7 mostra que mais de 56 milhões de pessoas receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19 no país, o que corresponde a 26,45% da população, sendo que mais de 23 milhões já receberam a segunda dose e estão completamente imunizadas.

Acompanhe o Vacinômetro em tempo real:

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