Gripe
Saúde Mais de 400 pessoas morreram por causa da gripe no Brasil

Mais de 400 pessoas morreram por causa da gripe no Brasil

Número de casos de influenza registrados em 2018 já é o dobro do mesmo período do ano passado; campanha de vacinação foi prorrogada

Campanha contra gripe é prorrogada

Vírus H1N1 é o que fez mais vítimas no país

Vírus H1N1 é o que fez mais vítimas no país

Adriana Toffetti/A7 Press/Folhapress

Os números do Ministério da Saúde mostram um número alto de vítimas dos vírus influenza em todo o Brasil desde o início do ano. Até o dia 9 de junho, 446 pessoas morreram por causa da gripe causada por estes vírus. São quase 90 mortes por mês.

O total de casos também é alto, no mesmo período foram confirmados 2.715.

O vírus H1N1 é o que fez mais vítimas, foram 1.619 casos e 284 óbitos. O vírus H3N2 foi o responsável por 563 casos e 87 óbitos. Ainda foram registrados 259 casos e 30 óbitos por influenza B.

Em 274 casos e 45 óbitos não foi possível determinar qual o subtipo de vírus influenza causou a doença.

Os números são bem maiores do que os registrados no mesmo período de 2017, quando 1.227 pessoas adoeceram e 204 morreram complicações relacionadas à gripe.

Leia também: Chegada do frio aumenta número de crianças nos hospitais

Entre as vítimas, a idade média é de 52 anos e 71% tem pelo menos um fator de risco que aumenta a possibilidade da gripe causada pelo vírus influenza evoluir para a síndrome respiratória aguda.

Pessoas com fatores de risco fazem parte do público alvo da campanha e podem tomar a vacina de graça.

Campanha prorrogada

Apesar do alto número de vítimas, a procura pela vacina que protege contra os vírus influenza é considerada baixa pelo Ministério da Saúde, quase 12 milhões de pessoas ainda precisam se vacinar.

A meta é vacinar um total de 54,4 milhões de pessoas, mas apenas 77%, pouco mais de 42 milhões, foram até um posto de saúde para tomar a dose.

O público que registrou o menor índice de vacinação foram as crianças e as gestantes, com cobertura de apenas 61,5% e 66%, respectivamente.

Por causa do alto número de vítimas e da baixa procura pela vacina, a campanha vai ser prorrogada até o dia 22 de junho para todo o público alvo: idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto e pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas.

A partir do dia 25 de junho, caso haja disponibilidade de vacinas nos estados e municípios, a vacinação poderá ser ampliada para crianças até nove anos de idade e adultos de 50 a 59 anos.

Confira tudo o que você precisa saber sobre a vacina contra a influenza:

    Access log