Coronavírus

Saúde Máscara de tecido deve ter ao menos duas camadas, sugere estudo

Máscara de tecido deve ter ao menos duas camadas, sugere estudo

Quanto mais barreiras houver, menor será chance de haver dispersão de gotículas de saliva que podem conter o coronavírus

  • Saúde | Fernando Mellis, do R7

Uso de máscara é obrigatório em diversos locais

Uso de máscara é obrigatório em diversos locais

Cris Faga/Folhapress

As máscaras de proteção já se tornaram um acessório obrigatório ao sair de casa e devem permanecer no nosso cotidiano por um bom tempo, até que surja uma vacina contra o novo coronavírus.

Como não há condições de toda a população usar máscaras cirúrgicas, a solução, então, são as máscaras de tecido, que podem ser lavadas e reutilizadas.

O principal objetivo é delas é evitar que as pessoas inalem ou espalhem gotículas de saliva ou espirro, principal forma de disseminação do coronavírus.

Leia também: Uso de máscara pode prevenir 2ª onda de covid-19, diz estudo

No entanto, um estudo publicado nesta quinta-feira (23) na revista científica Thorax, da British Thoracic Society, sugere que esse tipo de máscara deve ser feita com no mínimo duas camadas de tecido e de preferência, três.

Os pesquisadores compararam diferentes tipos de máscaras caseiras com uma máscara cirúrgica de três camadas.

Utilizando iluminação de LED e uma câmera de alta velocidade eles filmaram a dispersão das gotículas no ar produzidas por uma pessoa saudável e sem infecção respiratória durante a fala, tosse e espirros enquanto usava cada tipo de proteção.

Ao fim, o grupo concluiu, depois da máscara cirúrgica, a de pano (100% algodão) com dupla camada era a melhor para reduzir a propagação de gotículas de tosse e espirros, quando comparada à apenas uma camada.

O estudo ressalta que o tipo de material usado, o desenho da máscara, o ajuste e a frequência de lavagem podem afetar a eficácia da proteção.

Últimas