Médicos estrangeiros que vão reforçar o SUS devem chegar ao Brasil ainda neste ano, segundo ministro

Segundo Alexandre Padilha, profissionais passarão por avaliação intensa

O Governo Federal quer trazer ao Brasil já neste ano os médicos estrangeiros para atuarem na rede pública de saúde. O edital de chamamento dará prioridade aos médicos brasileiros, mas as vagas que não forem ocupadas serão destinadas a médicos de outros países. A medida faz parte do Pacto da Saúde, assinado entre a  presidente, Dilma Rousseff e governadores nesta segunda-feira (24). A data para a publicação do edital ainda não foi definida, mas segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, há pressa:

— Ainda não temos data definida, mas nós queremos para este ano. É uma resposta importante para uma necessidade que a população tem tido.

Segundo o Ministério da Saúde, ao chegar no Brasil os médicos passarão três semanas em avaliação em uma universidade brasileira e com permanente acompanhamento para garantir a qualidade do atendimento ao paciente antes de irem para os hospitais. Eles deverão também ter capacidade de se comunicar bem, quem estiver fora dos padrões não poderá exercer a função e terá que voltar ao país de origem.

Padilha anuncia medidas para formar e atrair médicos

Para Alexandre Padilha, a medida é a mais acertada, no momento, para atender a carência de médicos.     

— É mais fácil treinar um médico estrangeiro do que esperar de seis a nove anos pela formação de um médico brasileiro, isso [a língua] não será obstáculo intransponível. Nós temos um déficit de médicos no Brasil, a meta é criar 36 mil novos postos na área de saúde até 2015.  

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Novas vagas

Nesta segunda-feira (24) o governo anunciou a abertura de 12 mil vagas de especialização para médicos até 2017. Segundo o Ministério da Saúde, até 2018 todo médico formado terá uma vaga na residência — hoje, a cada dez estudantes que concluíram a faculdade, três não conseguem vaga em especialização. Foi anunciada ainda a abertura de 11 mil vagas em cursos de medicina. É parte do Pacto da Saúde, firmado durante a reunião convocada pela presidente Dilma Rousseff com prefeitos e governadores, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).  

Segundo o ministro da Saúde, o País tem estrutura para isso. Será criado um grupo técnico para viabilizar a abertura dessas 23 mil novas vagas para estudantes e médicos recém-formados.