Saúde Meditação ajuda a reduzir insônia, indica estudo da Unifesp

Meditação ajuda a reduzir insônia, indica estudo da Unifesp

75% das mulheres que praticaram a meditação conseguiram parar medicação

Meditação ajuda a reduzir insônia, indica estudo da Unifesp

Em mulheres, meditação pode acabar com necessidade de uso de remédios contra insônia

Em mulheres, meditação pode acabar com necessidade de uso de remédios contra insônia

Thinkstock

Meditação ajuda a reduzir a insônia de mulheres que usam medicamentos para dormir. Essa é a conclusão de um estudo realizado pelos departamentos de Psicobiologia e de Medicina Preventiva da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Participaram deste estudo 16 mulheres com histórico de uso prolongado de medicamentos para dormir. Metade do grupo realizou encontros semanais de ensinamentos de técnicas de meditação, enquanto a outra metade participou apenas de palestras e rodas de conversa sobre o uso de tranquilizantes.

Após dois meses, 75% das mulheres que fizeram técnicas de meditação conseguiram parar completamente o uso de medicação. As outras 25% reduziram o uso de remédios para 1/4 do que utilizavam ao início do estudo. Já no outro grupo que não utilizou a técnica de meditação, apenas 25% das mulheres deixaram de usar remédios para dormir.

Meditar meia hora por dia pode aliviar ansiedade e depressão

Leia mais notícias sobre Saúde

Víviam Vargas de Barros, psicóloga e pesquisadora do estudo, afirma que a retirada do medicamento não alterou a qualidade de vida das mulheres.

— Todas as medidas de bem-estar, estresse, sono, qualidade de vida, ansiedade e satisfação sexual das mulheres do grupo de meditação se mantiveram estáveis, com uma tendência à melhora, mesmo passando pelo processo de retirada do medicamento, que geralmente leva a um aumento de sintomas negativos.

Segunda etapa do estudo busca novas participantes

Os pesquisadores buscam mais voluntárias para a segunda fase do estudo. Podem participar mulheres a partir de 18 anos, de nacionalidade brasileira, alfabetizadas e que estejam usando medicamentos como o Zolpidem, Zaleplom e Zopiclone, ou tranquilizantes do tipo benzodiazepínicos para dormir nos últimos três meses, com frequência de pelo menos quatro vezes por semana. São exemplos desses tranquilizantes: Diazepam, Clonazepam, Bromazepam, Alprazolam, Flunitrazepam, Flurazepam e Midazolam.

As interessadas em participar podem entrar em contato pelo telefone (11) 5549-2500, durante o horário comercial.