Menos restritiva, Suécia supera a marca de mil mortos pela covid-19

Ao todo, o país registrou 11.445 casos de infecção, 497 a mais do que ontem, depois de dias com um crescimento considerado moderado

O país registrou 1.033 falecimentos desde o início da propagação do coonavírus

O país registrou 1.033 falecimentos desde o início da propagação do coonavírus

Ints Kalnins/Reuters - File Photo

A Suécia, que apostou em uma linha menos restritiva de combate ao novo coronavírus, superou nesta terça-feira (14) a marca de mil mortos, devido ao acréscimo de 114 óbitos no boletim diário apresentado pelas autoridades.

De acordo com os dados divulgados hoje, o país registrou 1.033 falecimentos desde o início da propagação do patógeno.

Ao todo, houve até o momento 11.445 casos de infecção, 497 a mais do que ontem, depois de dias com um crescimento considerado moderado, que foi atribuído a uma defasagem na contabilização das diferentes regiões da Suécia.

Enquanto outros países nórdicos fecharam instituições públicas e educacionais, proibiram aglomerações, fecharam as fronteiras para estrangeiros não residentes, a Suécia preferiu adotar linhas menos agressivas, focada em isolar grupos de risco e apoiar a responsabilidade individual.

Com isso, a adoção de medidas foi feita de forma progressiva e lenta, embora, mesmo diante do elevado número de mortes, ainda estejam funcionando escolas, bares e restaurantes.

O governo sueco, na semana passada, anunciou um acordo com a oposição, para aprovar uma lei de emergência, que permitirá a adoção de medidas urgentes, como o fechamento de estabelecimentos comerciais e dos portos locais.

Mortes em asilos

O epidemiologista chefe da Agência de Saúde Pública do país, Anders Tegnell, defendeu a estratégia da Suécia e destacou que a cidade de Nova York, com população semelhante a do país, com cerca de 10 milhões de pessoas, tem dez vezes mais mortes (na verdade, são 7.349 óbitos na cidade, pouco mais de sete vezes mais).

"De toda forma, é preciso ser prodente com o que se diz em uma fase tão inicial da epidemia. Podem mudar muitos fatores", admitiu o especialista.

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Tegnell ainda classificou como "fracasso", o fato de as autoridades não terem conseguido evitar as mortes nos asilos, que representariam a metade do total no país. O epidemiologista chefe da Agência de Saúde Pública, no entanto, garante que esse dado é o que difere a Suécia dos vizinhos nórdicos.