Saúde Ministério autoriza 2ª dose de vacina diferente para grávidas

Ministério autoriza 2ª dose de vacina diferente para grávidas

Nota técnica emitida pela pasta libera aplicação de outro imunizante em gestantes e puérperas que tomaram AstraZeneca

Agência Estado
Preferência é que gestantes recebam Pfizer, mas CoronaVac também poderá ser usada

Preferência é que gestantes recebam Pfizer, mas CoronaVac também poderá ser usada

Denis Balibouse/Athit Perawongmetha/Reuters

Nota técnica do Ministério da Saúde orienta que mulheres grávidas e puérperas que tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca sejam imunizadas com a segunda dose da Pfizer. Se a vacina não estiver disponível, o ministério autoriza que seja usada a CoronaVac.

O documento foi assinado pela secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, na noite de quinta-feira (22).

A aplicação da vacina da AstraZeneca em grávidas e puérperas — até 45 dias pós-parto — foi suspensa pelo Ministério da Saúde em 11 de maio, após o registro da morte de uma grávida do Rio de Janeiro que havia tomado o imunizante.

Rosana Leite de Melo destaca a importância do esquema completo de imunização "para assegurar elevada efetividade contra a covid-19".

A secretária afirma que a segunda dose deverá ser aplicada no intervalo estabelecido pelo imunizante usado na primeira dose.

"Às mulheres que receberam a primeira dose da vacina AstraZeneca/Fiocruz e que estejam gestantes ou no puerpério (até 45 dias pós-parto) no momento de receber a segunda dose da vacina deverá ser ofertada, preferencialmente, a vacina Pfizer/Wyeth", registra a nota técnica.

"Caso este imunizante não esteja disponível na localidade, poderá ser utilizada a vacina Sinovac/Butantan. Os indivíduos que receberem vacina no esquema de intercambialidade deverão ser orientados a respeito das limitações referentes aos dados existentes e do perfil de risco benefício."

Rosana Leite de Melo afirma, na nota técnica, que as vacinas contra covid-19, de maneira geral, "não são intercambiáveis".

Ou seja, o esquema vacinal deve ser feito com o mesmo imunizante. A secretária, no entanto, registra que há "situações de exceção".

Entre elas, cita ocasiões em que houver contraindicação específica ou ausência de um determinado imunizante no país.

De acordo com a secretária do ministério, nessas situações, é possível aplicar vacinas de diferentes fabricantes.

Na nota técnica, Rosana Leite de Melo afirma que existem dados "indicando boa resposta imune em esquemas de intercambialidade" e informações que apontam uma "segurança favorável".

A secretária aponta ainda que países como Alemanha, França, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Noruega "adotaram a possibilidade de esquemas de intercambialidade de vacinas para situações específicas".

A nota técnica registra que os estudos de intercâmbio de vacinas se referem àquelas de vetor viral e RNAm - como a da Pfizer. Segundo ela, não há dados disponíveis para a CoronaVac, mas existem estudos em andamento.

"No entanto, considerando os princípios gerais da imunologia e o observado para as demais vacinas é esperado que este esquema seja efetivo", afirma.

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