Ministério dá detalhes sobre 1º caso de coronavírus no Brasil

Exame para diagnosticar a Covid-19 foi submetido a duas testagens, pelo hospital e pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo

Homem infectado havia viajado para a Itália

Homem infectado havia viajado para a Itália

Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O Ministério da Saúde confirmou, nesta quarta-feira (26), a informação que já havia sido divulgada ontem sobre o primeiro caso de coronavírus no Brasil e também em território latino-americano.

Trata-se de um brasileiro de 61 anos que voltou recentemente da Itália.

O primeiro teste foi feito no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A contraprova foi realizada ainda na terça-feira (25) no Instituto Adolfo Lutz (laboratório de referência do estado). 

O brasileiro viajou para a negócios para a Lombardia, no norte da Itália, região que concentra os casos de coronavírus no país. Ele se encontra em quarentena domiciliar.

"Este paciente está bem, em casa, em um isolamento domiciliar junto com a sua família. Uma vez terminados os sintomas que ele apresentou, volta à sua vida normal", relatou o secretário da Saúde de São Paulo, José Henrique Germann.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, explicou que "o isolamento domiciliar é o mais recomendado".

"É um paciente que já estava dentro da sua casa. Ele tem uma esposa, que estava com ele desde o início. Você levar esse paciente dentro de um ambiente hospitalar, só aumenta a chance de outros pacientes em estado debilitado serem acometidos."

A Itália se tornou nos últimos dias o país da Europa com o maior número de infectados pelo vírus: ao menos 322.

No retorno ao Brasil, o homem fez uma conexão na França. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai entrar em contato com passageiros do voo mesmo voo que sentaram perto dele, no trecho entre Paris e São Paulo.

O objetivo é deixá-los cientes de que devem comunicar as autoridades de saúde caso apresentem febre e sintomas respiratórios.

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Mandetta ressaltou que a Itália já havia sido colocada na lista de locais que requerem atenção. Por isto, o caso do homem brasileiro foi identificado.

O ministro elogiou a rede de saúde brasileira, que, segundo ele, está preparada para responder com agilidade, como foi feito no caso do homem, que em poucas horas teve o diagnóstico confirmado.

"A gente reconhece a agilidade do Hospital Albert Einstein. Entrou, pensou na possibilidade do vírus, colocou na sala apropriada, coletou o material, rodou o painel [viral], rodou a PCR [teste para o SARS-CoV2], fechou o diagnóstico, comunicou a notificação, disparou todo o sistema de vigilância, foi para o [Instituto] Adolfo Lutz, que rodou o material, concluiu a contraprova. O sistema brasileiro respondeu com muita agilidade, muito profissionalismo.'

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