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Ministério da Saúde decreta fim da Emergência Nacional de Saúde e casos de dengue e zika caem mais de 90% no Brasil 

Até 15 de abril deste ano, foram registrados 7.911 casos de zika em todo o País

Saúde|Do R7, com Estadão Conteúdo

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Desde o início dos casos de microcefalia no País, em novembro de 2015, foram notificados 13.490 casos
Desde o início dos casos de microcefalia no País, em novembro de 2015, foram notificados 13.490 casos

O Ministério da Saúde decretou o fim da Emergência Nacional em Saúde para zika, após 18 meses de seu decreto. A decisão foi tomada diante da redução do número de casos da doença e seis meses depois de a OMS (Organização Mundial da Saúde) suspender o estado de emergência internacional pelo vírus.

O estado de emergência teve início em novembro de 2015. À época, no entanto, a emergência era específica para microcefalia, uma má-formação até então considerada rara e que teve um aumento inexplicado no período, sobretudo nos Estados de Pernambuco e Paraíba. Na ocasião, já havia a suspeita de que a explosão de nascimentos de bebês com o problema era provocada pela infecção do vírus zika. A hipótese foi confirmada meses depois.


Segundo a pasta, o País não preenche mais os requisitos exigidos para manter o estado de emergência. Os aspectos são: o impacto do evento sobre a saúde pública; se é incomum ou inesperado; se há risco de propagação internacional.

De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, até 15 de abril deste ano, foram registrados 7.911 casos de zika em todo o País, uma redução de 95,3% em relação a 2016. Os casos novos de microcefalia mensais têm se mantido em 2% desde o mês de janeiro de 2017. Em 2017, foram confirmados 230 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Permanecem em investigação pelo Ministério da Saúde, 2.837 casos de microcefalia suspeitos em todo o Brasil.


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A pasta ainda informou que, desde o início dos casos de microcefalia no País, em novembro de 2015, foram notificados 13.490 casos, com 2.653 confirmações.


De janeiro a abril de 2017 houve redução de 90,3% dos casos de dengue; 95,3% de zika e 68,1% de chikungunya em relação a 2016.

O receio maior é o de que, com o fim da emergência, a assistência a crianças com o problema, que hoje já é considerada falha, seja duramente afetada. Opositores da medida argumentam que, somente neste ano, já foram quase 1.000 novos casos suspeitos de microcefalia notificados. Embora bem menor do que o registrado no passado, é uma marca ainda considerada extremamente preocupante. Além disso, há ainda 3 mil crianças em investigação, com suspeita da doença.


Combate ao Aedes

O Ministério da Saúde informou que as medidas de enfrentamento ao Aedes serão mantidas. A Sala Nacional de Coordenação e Controle, criada para gerenciar e monitorar mobilizações de combate ao Aedes continua em funcionamento.

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