Ministério da Saúde se diz 'sereno' e mantém protocolo para cloroquina

Secretária de Gestão da pasta disse que órgão não deve mudar orientação após OMS suspender estudos com a medicação 

Droga é vista como esperança contra coronavírus

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REUTERS/Diego Vara

O Ministério da Saúde não pretende mudar o protocolo de uso da cloroquina em pacientes em estágios iniciais da covid-19. Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, disse nesta segunda-feira (25), durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília, que a pasta não vai rever a decisão após a OMS (Organização Mundial de Saúde) suspender estudo com hidroxicloroquina.

"Nós estamos muito tranquilos e muito serenos em relação a nossa orientação divulgada na nota que orienta o uso das medicações cloroquina e hidroxicloroquina para os profissionais de saúde. Essa orientação, como já foi dito antes, segue uma orientação feita pelo Conselho Federal de Saúde."

A profissional alegou que adecisão da OMS, que afirmou que a medicação pode agravar o caso de parte dos pacientes, "não se trata de um ensaio clínico". "É apenas um banco de dados coletados de vários países. Isso não entra num critério de um estudo metodologicamente aceitável para servir de referência para nenhum país, nem para o Brasil", justificou.

Mayra finalizou dizendo que o Ministério da Saúde pode, sim, desistir da medicação caso seja comprovada a ineficácia dela no combate à covid-19. "Se constatarmos que, de fato, não há comprovação [de resultados positivos], nós poderemos recuar da nossa nota", concluiu.