Saúde Ministério vai discutir redução do intervalo da 2ª dose de vacinas

Ministério vai discutir redução do intervalo da 2ª dose de vacinas

Comissão Tripartite do SUS deve decidir eventuais mudanças na quinta; imunização de menores de 18 anos também é analisada

  • Saúde | Do R7, com informações da Record TV

Vacina da Pfizer é aplicada em espaço de tempo maior do que indicado em bula

Vacina da Pfizer é aplicada em espaço de tempo maior do que indicado em bula

ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Ministério da Saúde vai discutir com estados e municípios a redução do intervalo das vacinas AstraZeneca e Pfizer/BioNTech, hoje aplicadas com o espaço de 12 semanas. O anúncio foi feito pelo presidente do Fórum Nacional de Governadores, Wellington Dias (PT-PI), ao lado do ministro Marcelo Queiroga. Os dois participaram de uma reunião na manhã desta terça-feira (13).

A decisão final caberá à Comissão Tripartite do SUS, integrada por governo federal, estados e municípios, na quinta-feira (15).

"Terá que ser adotada uma regra nacional", afirmou Dias a jornalistas após o encontro, ressaltando que também haverá diretrizes acerca da imunização de menores de 18 anos.

Queiroga afirmou que "alguns secretários rompem o pacto do PNI" e sugeriu que se algum estado ou município tiver sugestão diferente para a vacinação, deve apresentá-la ao programa.

A vacina da Pfizer/BioNTech é administrada em um intervalo de 12 semanas, embora a bula recomende 21 dias. Segundo Queiroga, a decisão do PNI (Programa Nacional de Imunizações) ao adotar esse esquema foi para garantir mais aplicações de primeiras doses.

Já o imunizante da AstraZeneca tem indicação de 8 a 12 semanas, sendo que o Brasil adotou o intervalo mais longo.

A discussão se torna importante no momento em que mais casos da variante Delta começam a ser identificados no país. As próprias farmacêuticas desenvolvedoras das vacinas ressaltam que apenas o esquema vacinal completo pode garantir uma proteção mais robusta contra essa cepa do coronavírus.

O ministro também minimizou a disseminação da variante Delta, ao alegar que não há estudos que mostram "uma replicação no Brasil".

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