Ministro confirma caso suspeito de coronavírus em Minas Gerais

Estudante de 22 anos que esteve na cidade chinesa de Wuhan, epicentro da epidemia, recupera-se bem, mas está em isolamento

Wuhan tem mais de 4.000 casos do novo coronavírus

Wuhan tem mais de 4.000 casos do novo coronavírus

EFE/EPA/FACUNDO ARRIZABALAGA

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou nesta terça-feira (28) o primeiro caso suspeito de coronavírus investigado no Brasil. A paciente se enquadra nas definições da OMS (Organização Mundial da Saúde), pois esteve recentemente na cidade de Wuhan, na China, epicentro da epidemia. 

"Temos um caso suspeito em Minas Gerais de uma paciente que foi para Wuhan. O estado da paciente é bom, ela está em isolamento e estamos monitorando", afirmou, em entrevista coletiva. 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) agora investiga as pessoas que estiveram nos voos da estudante. Sabe-se que ela fez conexões em Paris e em Guarulhos (São Paulo) antes de chegar a Belo Horizonte.

A expectativa do ministro é de que os resultado do exame que comprove ou descarte o novo vírus seja divulgado ainda esta semana. 

Na semana passada, o Ministério da Saúde chegou a informar que ao menos cinco governos estaduais notificaram a pasta sobre viajantes que apresentaram sintomas gripais — e que poderiam ser casos suspeitos —, mas todos foram descartados, justamente por não terem visitado a região de Wuhan e não terem contato com alguém infectado pelo novo coronavírus. 

"Ontem a OMS, que até então tratava o assunto restrito à província de Wuhan, passou a considerar a China como um todo. Então, muda a orientação. Agora, passamos a tratar todo e qualquer eventual caso suspeito aquele procedente da China", acrescentou Mandetta. 

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Se confirmado, o caso da brasileira será o primeiro do novo coronavírus na América Latina.

O ministro ainda recomendou que brasileiros só viajem à China em caso de necessidade. 

"A gente sabe que é um vírus, um vírus novo. O equilíbrio desse vírus com o organismo das pessoas não está bem-esclarecido. Ele guarda letalidade. Então, não é recomendável que a pessoa se exponha a uma situação dessa e depois retorne ao Brasil e exponha mais pessoas."