Novo Coronavírus

Saúde Ministro Nelson Teich anuncia ampliação da capacidade de testes 

Ministro Nelson Teich anuncia ampliação da capacidade de testes 

Chefe do Ministério da Saúde disse que previsão para compra de exames subiu de 23,9 para 46,2 milhões de unidades, entre testes rápidos e RT-PCR

  • Saúde | Ricardo Pedro Cruz, do R7

Na posse, Teich afirmou estar 100% alinhado com o presidente Jair Bolsonaro

Na posse, Teich afirmou estar 100% alinhado com o presidente Jair Bolsonaro

Adriano Machado - 16.abr.2020/Reuters

O ministro da Saúde, Nelson Teich, disse nesta segunda-feira (20) que a estimativa da Pasta é comprar, ao todo, 46,2 milhões de testes para a ampliação da capacidade de diagnóstico da covid-19 — doença causada pelo novo coronavírus. Deste total, 22 milhões são de unidades de testes rápidos, que são realizados por meio de sorologia, e os outros 24,2 milhões são de RT-PCR, método detalhado por análise molecular.

"Hoje, a nossa previsão de compra de testes subiu para 46 milhões de testes. Isso é muito importante para o processo que está sendo desenhado, de usar os testes para melhor entender a doença, a evolução e fazer um planejamento, de um projeto que já está sendo feito, para a revisão do distanciamento social", disse. 

De acordo com Teich, o objetivo do Ministério da Saúde é compreender como o vírus tem se comportamento no Brasil desde o início da pandemia. "Nós temos um contrato que foi feito com a DASA, hoje, que vai processar 30 mil exames por dia. O contrato chega a três milhões de testes. Trazer o teste e viabilizar a realização é fundamental nesse trabalho do entendimento da doença". 

Com o crescimento do sistema de processamento, o governo federal pretende reunir um conjunto de informações técnicas para sustentar medidas de flexibilização do isolamento social no país. 

Projeto de ampliação do diagnóstico de covid-19

A Pasta já havia anunciado, no domingo (19) por meio do Boletim Epidemiológico 12, outras medidas que integram o projeto de ampliação da estrutura disponibilizada para a análise de amostras de casos suspeitos da infecção.

De acordo com o documento, a ideia é usar laboratórios de genética forense da Polícia Civil, prédios da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e, ainda, unidades hospitalares ligados ao Ministério da Defesa.

Além disso, há a expectativa de novas PPPs (Parcerias Público-Privadas) e, também, o aproveitamento de equipamentos disponíveis na rede nacional de testes para o vírus HIV, hepatite e, ainda, tuberculose localizados em todas os estados da federação. 

"A ampliação da oferta de diagnóstico é parte da resposta do Ministério da Saúde ao aumento do número de casos suspeitos e confirmados em território nacional e, infelizmente, com o registro dos primeiros óbitos", diz o boletim. 

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