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Saúde Moderna pede autorização para uso emergencial de vacina nos EUA

Moderna pede autorização para uso emergencial de vacina nos EUA

Resultados dos testes da terceira e última fase do imunizante mostraram eficácia de 94,1% sem preocupações sérias de segurança

  • Saúde | Do R7, com Reuters

Resultados dos testes mostraram eficácia de 94,1%

Resultados dos testes mostraram eficácia de 94,1%

Dado Ruvic - 31.10.2020/Reuters

A Moderna entrou com pedido de autorização de emergência para uso da sua vacina contra covid-19 nos EUA nesta segunda-feira (30) após resultados dos testes da terceira e última fase do imunizante terem mostrado eficácia de 94,1% sem preocupações sérias de segurança.

Segundo a farmacêutica, os dados dos estudos clínicos foram enviados para a análise da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos que irá decidir se o imunizador pode ser aplicado na população americana. O órgão disse que um comitê se reuniria para discutir o pedido em 17 de dezembro, fazendo da Moderna a segunda vacina com probabilidade de receber apoio regulatório dos EUA com possível lançamento este ano.

Um imunizante desenvolvido pela Pfizer e a BioNTech com eficácia de 95% em seus testes deve ser analisada por um grupo de especialistas uma semana antes. O FDA vai decidir as autorizações emergenciais após as recomendações dos analistas.

A Moderna, que também planeja buscar aprovação na Europa, reportou que a eficácia de sua vacina era consistente em todas as faixas demográficas de idade, raça, etnicidade e gênero, e afirma que o medicamento apresenta 100% de chance de sucesso em evitar casos graves da doença que matou quase 1,5 milhões de pessoas no mundo todo.

"Acreditamos que temos uma vacina altamente eficaz. Agora temos os dados para provar isso", disse o diretor médico da Moderna, Tal Zaks. "Esperamos desempenhar um papel grande na reversão dessa pandemia."

Das 196 pessoas que contraíram a Covid-19 entre mais de 30 mil voluntários do teste, 185 haviam recebido um placebo e 11 a vacina. A Moderna reportou 30 casos graves, todos no grupo de placebo.

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