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Saúde Morte de macaco fecha Zoológico e Jardim Botânico de São Paulo

Morte de macaco fecha Zoológico e Jardim Botânico de São Paulo

Ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirma que o animal não é do Zoológico e que locais foram fechados para busca de "novas carcaças"

Secretaria de Saúde fecha Jardim Botânico e Zoológico de São Paulo

Bugio morto foi encontrado
 na região do Zoológico

Bugio morto foi encontrado na região do Zoológico

The Photographer/Domínio Público

A Secretaria Estadual da Saúde fechou nesta terça-feira (23) o Zoológico, o Zoo Safari e o Jardim Botânico de São Paulo depois da morte de um bugio em decorrência da febre amarela confirmada nesta segunda-feira (22). Segundo Marcos Boulos, da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria, o macaco não era do zoológico e provavelmente fazia parte do tráfico de animais. "O macaco deve ter sido abandonado na região do Parque próximo ao zoológico após ter ficado doente", afirma.

Em nota, a Secretaria informa que a medida é preventiva e que os locais foram fechados temporariamente. Mortes de macaco indicam áreas de risco de transmissão do vírus da febre amarela e orientam a vacinação.

A morte do macaco ampliou a campanha de vacinação, que tem início nesta quinta-feira (25), para mais quatro bairros da zona sul: Jabaquara, Cidade Ademar, Cursino e Sacomã. A estimativa, segundo a secretaria, passa a 9 milhões de pessoas a serem vacinadas de 25 de janeiro a 17 de fevereiro no Estado de São Paulo.

Outros 16 bairros já estão no mapa da dose fracionada: Capão Redondo, Cidade Dutra, Grajaú, Jardim São Luís, Pedreira, Socorro, Vila Andrade e Campo Limpo, na zona sul, e Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Guaianazes, Iguatemi, José Bonifácio, Parque do Carmo, São Mateus e São Rafael, na zona leste.

A campanha será realizada em 54 cidades do Estado que compreende Grande São Paulo, Vale do Paraíba e Baixada Santista, áreas onde ainda não foi detectada a circulação do vírus. Nos sábados de 3 e 17 de fevereiro, chamados de “Dia D” pela Secretaria Estadual de Saúde, os postos de saúde envolvidos na campanha funcionarão em regime especial para atender à população. No total, a previsão é que 21,8 milhões de pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia recebam a dose fracionada da vacina.

A capital não tem registro de casos humanos da doença, mas casos de mortes de macacos em locais como o Horto Florestal, na zona norte, onde 17 famílias de bugios foram exterminadas.  O Horto Florestal, o Parque da Cantareira e o Parque Ecológico do Tietê chegaram a ser fechados no ano passado, mas no último dia 10 foram reabertos pela Secretaria Estadual da Saúde.

Desde julho do ano passado, 35 casos da doença foram registrados no país, com 20 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde. Desde o início de 2017, o Estado de São Paulo registrou 81 casos, sendo 36 mortes.