Mulher com coronavírus no DF respira com ajuda de aparelhos

Paciente, de 53 anos, tem diabetes, hipertensão e histórico de leucemia; ela está internada em isolamento na UTI do Hospital Regional da Asa Norte

Mulher tem síndrome respiratória aguda severa

Mulher tem síndrome respiratória aguda severa

Adriano Machado/Reuters

O boletim médico sobre o estado de saúde mulher internada com coronavírus no Distrito Federal, divulgado pelo HRAN (Hospital Regional da Asa Norte), ao meio-dia desta terça-feira (10), informa que a paciente continua isolada na UTI em estado grave.

"Ela apresenta síndrome respiratória aguda severa, com piora do quadro respiratório, apresentando ainda um pico febril, mantendo quadro hemodinâmico estável. A paciente tem comorbidades que agravam o quadro clínico. Ela está sob cuidados intensivos da equipe multidisciplinar e de todo suporte técnico-científico."

A mulher, de 53 anos, respira com ajuda de aparelhos, de acordo com a equipe médica.

Mais cedo, a Record TV apurou que a paciente tem diabetes, hipertensão e histórico de leucemia.

Antes de apresentar os primeiros sintomas da infecção pelo novo coronavírus, a mulher havia viajado à Inglaterra e Suíça, segundo o Ministério da Saúde.

Dos 31 casos registrados no Brasil até hoje de manhã, apenas essa paciente do DF era grave. Os demais infectados se recuperam bem, em isolamento domiciliar, justamente por não haver complicações. A medida serve para evitar que eles transmitam o vírus para outras pessoas em ambientes hospitalares. 

Na China, país mais afetado pela epidemia de coronavírus, 80,7 mil pessoas contraíram o novo vírus, sendo que 59,9 mil já foram curadas e receberam alta hospitalar.

Menos de 6% dos casos na China eram considerados graves. A taxa de mortalidade global da doença causada pelo novo vírus (chamada de covid-19) gira em torno de 3,5%, patamar apontado por especialistas como relativamente baixo.

Os grupos de risco são idosos, doentes cardíacos, pulmonares, renais, além de hipertensos, diabéticos e indivíduos imunossuprimidos (transplantados ou em tratamento contra câncer, por exemplo).

Apenas devem procurar hospitais pacientes desses grupos de risco ou quem apresente febre por mais de 48 horas ou falta de ar, orientam médicos ouvidos pelo R7.