Novo Coronavírus

Saúde Não importa mais saber se é coronavírus ou não, diz secretário

Não importa mais saber se é coronavírus ou não, diz secretário

Representante do Ministério da Saúde disse que pacientes com sintomas gripais leves não devem se preocupar em relação a qual vírus os infectou

  • Saúde | Fernando Mellis, do R7

Vírus já circula localmente em ao menos 26 países

Vírus já circula localmente em ao menos 26 países

Ronaldo Barreto/Futura Press/Estadão Conteúdo

Com o novo coronavírus (SARS-CoV2) circulando localmente por ao menos 26 países, o Ministério da Saúde brasileiro entende que vai diminuir a necessidade de rastrear a origem de todos os casos suspeitos da doença (covid-19).

O secretário-executivo da pasta, João Gabbardo, ressaltou nesta terça-feira (3) que a prioridade será a prevenção. 

"Se o cara está em casa, veio dos Estados Unidos, está com uma gripezinha, um pouco de febre, sintomas baixos, está se alimentando bem, não tem nenhum outro prejuízo, é mais importante que ele faça a prevenção e os cuidados de higiene para não transmitir para outras pessoas — mesmo que não seja coronavírus — do que ir em uma unidade de saúde tentar identificar: 'será que eu tenho coronavírus?'"

O secretário-executivo afirmou que acima de 100 casos confirmados no Brasil, eventualmente, não haverá mais testagem para o novo coronavírus, exceto em situações específicas.

"Nos casos normais, usuais, não vamos mais confirmar. Vamos continuar fazendo [testes] nos casos graves, nas unidades que fazem monitoramento. Nos demais casos não haverá necessidade."

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Gabbardo afirmou que o ministério já tem "convicção" de que o vírus está circulando. Agora, segundo ele, o governo vai entrar na fase de mitigação.

"[Fase] em que deixo de ficar olhando todos os casos, e passo a focar em uma estratégia para prevenir os óbitos, internações, casos graves, mantendo as pessoas que têm casos leves nos seus domicílios. Isso não quer dizer que o Brasil vai deixar de fazer estratégias de contenção", acrescentou o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Wanderson de Oliveira.

Oliveira observou que a contenção "tem que existir, porque ainda não estamos com o vírus circulando no nosso território, mas tem países que têm".

Ele ponderou, no entanto, que "ver esses países fazendo um esforço sobrenatural, sobre o seu próprio sistema de saúde, tentando conter [o vírus]... é quase como segurar areia com as mãos".

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