Novo Coronavírus

Saúde No futuro, só crianças serão vacinadas contra covid, diz médico

No futuro, só crianças serão vacinadas contra covid, diz médico

Alejandro Cravioto faz parte de grupo da Organização Mundial da Saúde que estuda vacinas contra o novo coronavírus

  • Saúde | Da EFE

Efetividade das vacinas contra covid ainda não foi estudada em crianças

Efetividade das vacinas contra covid ainda não foi estudada em crianças

Ronen Zvulun/Reuters - 24.01.2021

O mexicano Alejandro Cravioto, presidente do grupo assessor que estuda as novas vacinas contra o novo coronavírus para a OMS (Organização Mundial de Saúde), admitiu nesta quinta-feira (28) que, no futuro, as campanhas de imunização contra o patógeno poderão ser voltadas apenas para crianças.

"No longo prazo, precisaremos vacinar apenas as crianças contra essa doença, não os adultos. Mas, estamos imunizando agora aos segundos, devido a situação da pandemia", garantiu o especialista.

Cravioto, que respondeu uma sessão de perguntas de internautas enviadas através das redes sociais, explicou que, por enquanto, não foi estudada a efetividade das vacinas nos menores de idade, algo que será feito primeiro com adolescentes, depois com os que têm menos de 12 anos de idade.

O presidente do grupo assessor apontou que, até agora, as pesquisas epidemiológicas apontam que, no geral, as crianças desenvolvem formas menos graves e às vezes assintomáticas da covid-19, se a contraem, e que, além disso, apresentam baixo nível de contágio entre elas.

Além disso, Cravioto destacou que podem ser vacinadas atualmente, tanto pessoas que já deram positivo para o novo coronavírus, quanto aquelas que não se infectaram até hoje, inclusive, se a situação mudar entre a aplicação da primeira e a segunda doses.

Hoje, o grupo assessor apresentou recomendações para o uso da vacina produzida pela companhia Moderna e pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, depois de ter feito o mesmo com a da Pfizer/BioNTech, a única que recebeu sinal verde da OMS para uso emergencial.

A agência estuda a autorização para diversos agentes imunizantes, sendo as desenvolvidas pela AstraZeneca, Sinopharm e Sinovac, as mais avançadas, seguidas pela russa Sputnik V e a própria da companhia Moderna.

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