Coronavírus

Saúde Novo contrato com Butantan depende de registro da CoronaVac

Novo contrato com Butantan depende de registro da CoronaVac

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que nova compra vai depender do registro definitivo concedido pela Anvisa

  • Saúde | da Agência Brasil

A CoronaVac tem apenas a autorização para uso emergencial no Brasil, concedida pela Anvisa

A CoronaVac tem apenas a autorização para uso emergencial no Brasil, concedida pela Anvisa

Evaristo Sá/AFP - 13.09.2021

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta terça-feira (5) que um novo contrato do governo federal com o Instituto Butantan, para aquisição da vacina CoronaVac, depende do registro definitivo do imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Queiroga retornou ao trabalho na sede do Ministério da Saúde nesta terça-feira, após voltar de Nova York, nos Estados Unidos, onde cumpria isolamento por ter sido diagnosticado com Covid-19.

Atualmente, quatro vacinas são oferecidas à população pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações): a Pfizer e a vacina da AstraZeneca, que já têm registro definitivo na Anvisa; e a vacina da Janssen e a CoronaVac, que têm autorização apenas para uso emergencial.

Em janeiro, o governo federal assinou contrato com o Instituto Butantan para aquisição de 100 milhões de doses da CoronaVac, que foi finalizado no mês passado.

“Tínhamos uma emergência sanitária; essas vacinas foram feitas em tempo recorde, e a Anvisa deu registro emergencial não só à CoronaVac, à Janssen também. Se quer entrar no calendário nacional, vai ter que solicitar o registro definitivo”, disse.

“Uma vez a Anvisa concedendo o registro definitivo, o Ministério da Saúde considera essa ou qualquer outra vacina para fazer parte do PNI”, disse ele em entrevista a jornalistas na entrada do ministério.

Para Queiroga, quanto mais oferta de imunizantes, melhor para estimular a queda dos preços. “Se o preço cai é melhor, porque consigo usar esse recursos, por exemplo, para atender pessoas que têm síndrome pós-Covid. Também preciso manter leitos de UTI habilitados para 2022. Temos dificuldades orçamentárias, não é surpresa para ninguém, e temos que vencer juntos”, disse, destacando a interlocução do governo com o Congresso Nacional.

Campanha de vacinação 2022

De acordo com o ministro, o corpo técnico do Ministério da Saúde já está em fase de planejamento da campanha de vacinação contra a Covid-19 em 2022, mas ainda não tem posições definidas. Segundo ele, até o fim do ano, o Brasil ainda deve receber 100 milhões de doses da Pfizer e cerca de 30 milhões da Janssen, além de doses do consórcio Covax Facility, da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Para Queiroga, não há dúvida de que a campanha de vacinação contribui para um cenário epidemiológico mais tranquilo, com redução de internações hospitalares e de óbitos por Covid-19. “Temos queda no número de óbitos de maneira sustentada, apesar do aumento de casos, que se deve à maior abertura da economia, mas isso não tem correspondido a aumento expressivo de internações”, disse.

Até o momento, o governo federal já distribuiu mais de 301 milhões de doses de vacina contra a Covid-19. Desse total, 242,7 milhões foram aplicadas, sendo 147,9 milhões em primeira dose e 94,7 milhões em segunda dose ou dose única. Mais de 1,3 milhão foram doses de reforço para idosos, pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde.

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