Coronavírus

Saúde O que falta para a CoronaVac ter registro definitivo na Anvisa

O que falta para a CoronaVac ter registro definitivo na Anvisa

Vacina é a única aplicada no Brasil neste momento sob autorização de uso emergencial, o que a limita aos grupos prioritários

CoronaVac obteve autorização de uso emergencial na Anvisa em 17 de janeiro

CoronaVac obteve autorização de uso emergencial na Anvisa em 17 de janeiro

MARLON COSTA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Primeira vacina contra covid-19 a ser usada no Brasil, a CoronaVac é hoje a única que continua sendo aplicada sob autorização de uso emergencial da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), concedida em 17 de janeiro. Este tipo de chancela foi criado como uma flexibilização para disponibilizar imunizantes antes do registro definitivo durante a pandemia.

As outras duas vacinas em uso — da AstraZeneca, licenciada no país pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), e da Pfizer/BioNTech — já obtiveram o registro sanitário, em 12 de março e 23 de fevereiro, respectivamente.

Mas por que a CoronaVac, que tem processo de submissão contínua de documentos na Anvisa desde o ano passado, ainda continua com autorização de uso emergencial?

A Anvisa diz que a análise para concessão do registro sanitário depende de "estudos complementares".

"O Butantan também se propôs a realizar estudos complementares para indicar o tempo de duração da resposta imune da vacina CoronaVac", disse o órgão regulador em nota enviada ao R7.

A agência não detalhou, todavia, o que se sabe da duração da resposta imune das outras vacinas (AstraZeneca e Pfizer) que ainda está pendente em relação à CoronaVac.

O Instituto Butantan alega que está trabalhando nos estudos complementares. "Em relação ao registro sanitário, o que podemos informar é que se trata de um processo longo e que, por enquanto, o que temos é o uso emergencial", afirmou por meio de sua assessoria de imprensa.

A autorização temporária de uso emergencial de vacinas contra covid-19 concedida pela Anvisa limita o uso do imunizante a público-alvo específico.

Neste caso, há dúvidas se a CoronaVac poderia continuar a ser usada na população geral após o término da vacinação dos grupos prioritários. 

Até sexta-feira (11), 39,4 milhões de doses da CoronaVac haviam sido aplicadas, tornando esta a vacina mais utilizada no programa de imunização contra a covid-19 — 55,4% do total.

Segundo o Localiza SUS, 59% dos 78,2 milhões de brasileiros do grupo prioritário receberam a primeira dose da vacina até 11 de junho, enquanto 28,6% completaram o esquema vacinal.

O Ministério da Saúde já distribuiu mais de 47,2 milhões de doses da CoronaVac a estados e municípios.

O primeiro contrato para disponibilização de 46 milhões de doses já foi integralmente cumprido pelo Butantan.

Um segundo acordo prevê um adicional de aproximadamente 54 milhões de vacinas no segundo semestre.

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