Saúde Oito pessoas morrem após surto de H1N1 em instituição de Goiás

Oito pessoas morrem após surto de H1N1 em instituição de Goiás

Todos eram internos da Vila São Cottolengo; causas das mortes ainda não foram confirmadas e há dois internos com H1N1 em observação

Oito pessoas morrem após surto de H1N1 em hospital de Goiás

A Vila Cottolengo atende a 321 deficientes

A Vila Cottolengo atende a 321 deficientes

Divulgação/Vila Cottolengo

Oitos internos da Vila São Cottolengo, na cidade de Trindade, em Goiás, morreram após um surto de H1N1 no local. Sete pacientes morreram em um intervalo de nove dias, a partir de 24 de fevereiro. Já a morte da oitava vítima ocorreu no último domingo (11).

“O surto de influenza A, causado pelo vírus H1N1, está sob controle na Vila São Cottolengo”, afirma Magda Maria de Carvalho, gerente de Vigilância Epidemiológica do Estado.

A Secretaria Municipal de Saúde, que acompanha o caso, informou por meio de nota que não é possível confirmar se as mortes estão diretamente relacionadas com a doença. “Quatro destas foram motivadas principalmente por pneumonia. Um caso encaminhado ao SVO teve resultado negativo para H1N1. Os outros dois por outras causas”.

A Vila São Cottolengo afirmou que, no momento, há dois internos com diagnóstico confirmado de H1N1 e que eles estão isolados e em observação. “Eles passam bem e a situação está sob controle”, informou o hospital, por meio da assessoria de imprensa.

A Vila São Cottolengo é um hospital filantrópico que presta assistência em tempo integral a 321 pessoas com deficiências múltiplas em vulnerabilidade social. Dispõe de duas unidades com esse fim e um hospital e centro de reabilitação que atende a população em geral.

As vítimas de H1N1 são internos do local e estão entre 39 a 50 anos. O hospital ressalta que os pacientes estão dentro do grupo de risco da doença, que acomete principalmente crianças, idosos, gestantes e doentes crônicos. “Aqui na instituição os pacientes já possuem imunidade mais baixa, pois têm histórico de alguma deficiência”, informou a assessoria de imprensa.

Antecipação da campanha de vacinação

No último sábado (10), Hospital Vila São Cottolengo realizou uma entrevista à imprensa para informar que não á motivo para pânico na cidade, ressaltando que se tratam de casos isolados.

O diretor técnico do Hospital da Vila São Cottolengo, Sandro Albino, afirmou que a contaminação pode ter vindo de visitantes e que todos os pacientes da Vila foram vacinados contra o H1N1 há dez meses.

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A gerente de Vigilância Epidemiológica do Estado confirma que eles já tinham sido vacinados, mas ressalta que a última campanha ocorreu há um ano. “O período de imunidade vai de seis a 12 meses”, explica.

Segundo nota da Secretaria Municipal de Saúde, será solicitado ao governo do Estado a antecipação da campanha de vacinação contra o contra o H1N1, prevista para ocorrer de 16 de abril a 25 de maio para grupos prioritários, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Não há casos de H1N1 na cidade

A secretaria informa que não existem outros casos de H1N1 no município no momento. “Iremos intensificar as formas de prevenção da doença, em todas as unidades básicas de saúde e na Unidade de Pronto Atendimento, bem como, junto aos colaboradores de todos os departamentos da Prefeitura, para que possam saber informar e esclarecer a população”, declarou Leonardo Izidório, diretor de Vigilância em Saúde de Trindade.

A Secretaria Estadual da Saúde de Goiás, que também acompanha o caso, informou que irá realizar tratamento dos sintomas respiratórios por meio de fosfato de oseltamivir (Tamiflu) e aplicação de quimioprofilaxia, medida terapêutica para a prevenção da pneumonia, para todos os internos da instituição e trabalhadores com comorbidades ou fatores de risco.

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