Novo Coronavírus

Saúde OMS admite alta preocupação com os efeitos a longo prazo da covid-19

OMS admite alta preocupação com os efeitos a longo prazo da covid-19

Chefe do programa de emergências alertou para os efeitos secundários da doença no coração, pulmão, cérebro e saúde mental das pessoas

Impactos a longo prazo são vistos mesmo em quem teve sintomas leves de covid-19

Impactos a longo prazo são vistos mesmo em quem teve sintomas leves de covid-19

Jorge Torres/EFE

Os pacientes em estado crítico e as mortes não são a única preocupação da Organização Mundial de Saúde (OMS), em meio a pandemia da covid-19, conforme revelou nesta segunda-feira (12) a chefe do programa de emergências da agência, Maria Van Kerkhove, que alertou para os efeitos secundários da doença.

"Não só nos inquietam os casos, as internações ou as mortes, mas também os impactos no longo prazo que começamos a ver em pessoas que, inclusive, tiveram a doença com sintomas leves", indicou a representante da OMS, em entrevista coletiva.

"Apenas agora começamos a ver estes efeitos no coração, cérebro, pulmões ou na saúde mental", completou a infectologista.

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Com isso, Van Kerkhove indica que segue sendo fundamental conter o contágio do novo coronavírus, embora o índice de mortes por infecção seja considerado relativamente baixo, atualmente, girando em torno de 0,6%.

Ao longo deste domingo, o mundo registrou mais 348.351 notificações de casos de infecção pelo novo coronavírus, de acordo com a organização. Com isso, o total desde o início da pandemia subiu para 37.423.60, segundo dados consolidados pela instituição até às 10h29 (pelo horário de Brasília) de hoje.

Além disso, foram notificadas 5.510 mortes provocadas pela covid-19, o que fez a quantidade de óbitos em todo o planeta por causa da doença chegar a 1.074.817.

Van Kerkhove indicou que, apesar da nova onda de contágio na Europa, há um aspecto positivo que é a prevenção de surtos em locais como instituições de acolhimento de idosos, onde houve alta mortalidade nos primeiros meses de propagação do novo coronavírus.

Questionado sobre um estudo realizado na Austrália, que indica que o novo coronavírus pode resistir até 28 dias em notas de dinheiro e outros objetos, Mike Ryan, diretor executivo da OMS, voltou a destacar a importância dos cuidados básicos para evitar a contaminação.

"O que se extrai disso é que a higiene das mãos segue sendo essencial. A água e o sabão são as intervenções sanitárias mais eficazes na hora de nos livramos de qualquer tipo de bactéria", afirmou.

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