Coronavírus

Saúde OMS anuncia início de testes com 3 novos tratamentos para a covid-19

OMS anuncia início de testes com 3 novos tratamentos para a covid-19

Estudo será feito com os medicamentos Artesunato (produzido pela Ipca), Imatinib (Novartis) e Infliximabe (Johnson & Johnson)

  • Saúde | Da EFE

OMS aponta que testes vão avaliar capacidade dos remédios de reduzir mortes

OMS aponta que testes vão avaliar capacidade dos remédios de reduzir mortes

Denis Balibouse/Reuters - 18.05.2020

A OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou nesta quarta-feira (11) o início de testes em pacientes hospitalizados de três novos tratamentos para a covid-19, em que serão usados os fármacos Artesunato (produzido pela Ipca), Imatinib (Novartis) e Infliximabe (Johnson & Johnson).

Os três medicamentos foram doados pelos fabricantes e foram selecionados por um painel independente de especialistas, "dado seu potencial na hora de reduzir o risco de falecimento de pacientes com covid-19", indicou a OMS, por meio de comunicado.

O Artesunato, até hoje, era utilizado no tratamento de casos graves de malária, o Imatinib em alguns tipos de câncer, e o Infliximabe em doenças que atacam o sistema imunológico, conforme explica a nota da Organização Mundial da Saúde.

Com os três, é iniciada a segunda fase de testes Solidarity, que na primeira etapa não obteve resultados positivos após testar em pacientes a Hidroxicloroquina, utilizada inicialmente contra a malária, o antiviral Remdesivir, além dos Antirretrovirais Lopinavir e Ritonavir.

A OMS concluiu, no fim do ano passado, que nenhum desses quatro tratamentos alcançava reduções importantes na duração das internações, no número de mortes por covid-19 ou na quantidade de pessoas que precisavam de auxílio mecânico para respirar.

Em contraste com o rápido desenvolvimento das vacinas, com mais de uma dezena já em uso no mundo, a OMS reconhece apenas dois tratamentos como efetivos contra a covid-19, o corticosteroide Dexametasona, e ou uso de drogas antagonistas do receptor de interleucina-6.

O primeiro medicamento é de fácil acesso em todo o mundo, pelo baixo valor de venda, enquanto o segundo é mais caro, o que fez a própria OMS admitir que não estaria ao alcance da maioria dos pacientes em países em desenvolvimento.

Os testes da segunda fase do programa Solidarity envolverão milhares de investigadores em 60 hospitais localizados em 52 países, 16 nações a mais do que na primeira etapa, conforme informou hoje a OMS. 

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