Novo coronavírus
Saúde OMS descarta agravamento na epidemia do coronavírus

OMS descarta agravamento na epidemia do coronavírus

China teve forte aumento do número de casos em um dia, mas entidade afirma que houve mudanças na metodologia e no reporte

China vive epidemia há pouco mais de um mês

China vive epidemia há pouco mais de um mês

EFE/EPA/ROMAN PILIPEY

O forte aumento dos casos e de mortes pelo coronavírus na província de Hubei, na China, anunciado nesta quinta-feira (13), não indica um agravamento da crise no país e no mundo, garantiram representantes da OMS Organização Mundial de Saúde(), em entrevista coletiva.

"O crescimento se deve, em parte, pelas mudanças sobre como os casos são diagnosticados e reportados. Agora, os médicos em Hubei podem declarar um paciente suspeito como confirmado, sem que haja a necessidade de aguardar os resultados de exames", apontou o diretor executivo da OMS para Emergências Sanitárias, Michael Ryan.

Muitos dos novos casos, na realidade, remontam há "vários dias, semanas, inclusive, ao princípio da epidemia", afirmou o representante da organização, destacando que não existe uma onda de novos casos diários.

Ryan ainda afirmou que elevações como a apresentada ontem pelas autoridades chinesas, não voltará a se repetir.

"Devemos ser cautelosos na hora de chegar a determinadas conclusões e ao interpretar os dados. Não devemos reagir diretamente aos números", explicou o diretor da OMS, também encarregado de coordenar a resposta à epidemia com outras agências da ONU.

No restante da China e em outros países, explicou Ryan, segue sendo necessária a confirmação no laboratório, por isso, não são esperados aumentos diários agudos como em Hubei, em outras regiões.

Segundo os últimos números da OMS, o coronavírus já infectou 59,8 mil pessoas, sendo 99% delas em território chinês. Ao todo, são 1.369 mortos, com um registro nas Filipinas e outro no Japão, esse último, divulgado hoje.