Coronavírus

Saúde OMS diz que observa de perto variante surgida na África do Sul

OMS diz que observa de perto variante surgida na África do Sul

Cepa C.1.2 descoberta em maio não é considerada de preocupação pelo órgão, não sendo mais transmissível que o vírus original

Agência EFE
Variante identificada pela primeira vez na África do Sul tem prevalência baixa ainda

Variante identificada pela primeira vez na África do Sul tem prevalência baixa ainda

Pixabay

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou nesta quinta-feira (3) que observa "proximamente" a situação da variante do novo coronavírus "C.1.2", detectada na África do Sul, e destacou que a prevalência ainda é considerada muito baixa.

"Estamos monitorando de perto da propagação e evolução de todas as variantes reportadas, inclusive a C.1.2", afirmou, em entrevista coletiva, a diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti.

Identificada pela primeira vez em maio deste ano, em duas províncias sul-africanas, a variante é apontada como tendo alto poder de mutação. Desde a descoberta, informa a OMS, 114 casos de infecção na África do Sul causados pela C.1.2 foram registrados.

"Foram detectados casos únicos em outros quatro países africanos, e foi informado um número muito baixo de casos em nível internacional", apontou a agência da ONU, por meio de comunicado. "Embora tenha sido relatada pela primeira vez à OMS em julho, a prevalência da nova variante continua sendo muito baixa", completou a organização.

Para ser considerada uma "variante de preocupação", destacou a agência, é preciso existir "provas de um impacto na transmissibilidade, na gravidade (dos casos) ou na imunidade", conforme lembrou Moeti. "Este não é o caso da variante C.1.2, mas é preciso mais informação", indicou a OMS.

A diretora regional da Organização Mundial da Saúde explicou que, independentemente da prevalência, para que as pessoas sigam a salvo de "todas as variantes", é preciso manter o uso das máscaras, o distanciamento social, a higiene das mãos. 

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