Coronavírus

Saúde OMS recomenda prazo maior entre doses de vacina da Pfizer

OMS recomenda prazo maior entre doses de vacina da Pfizer

Objetivo, segundo entidade, é aumentar número de pessoas que podem ser imunizadas em um determinado intervalo de tempo

  • Saúde | Da EFE

Vacina da Pfizer deve ter segunda dose aplicada em intervalo de 21 dias

Vacina da Pfizer deve ter segunda dose aplicada em intervalo de 21 dias

Soeren Stache/Pool via Reuters

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendou nesta terça-feira (5) retardar "entre 21 e 28 dias" a administração da segunda dose da vacina contra covid-19 da Pfizer/BioNTech, intervalo que em casos excepcionais poderia chegar a 42 dias, para aumentar o número de pessoas que podem receber a primeira dose.

As recomendações foram emitidas hoje pelo SAGE (Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas), presidido pelo mexicano Alejandro Cravioto e reunido cinco dias após a OMS autorizar o uso emergencial da vacina Pfizer/BioNTech, a primeira que concedeu luz verde a agência na luta contra a pandemia.

"Embora não saibamos os dados de segurança e eficácia após a primeira dose, recomendamos que, nessas circunstâncias excepcionais, os países atrasem a segunda dose por algumas semanas para maximizar o número de indivíduos que se beneficiam da vacina", disse Cravioto em uma entrevista coletiva.

Outro especialista do grupo, Joachim Hombach, apontou a possibilidade de aumentar o intervalo entre as doses para no máximo seis semanas — em países como o Reino Unido alguns médicos chegam a cogitar a possibilidade de aumentar esse período para doze semanas, dada a escassez inicial de doses da vacina Pfizer/BioNTech.

Os 26 especialistas que discutiram as recomendações, reunidos virtualmente, também aconselharam administrar as vacinas apenas em instalações onde possíveis reações alérgicas a elas possam ser tratadas.

Eles também observaram que, por enquanto, não recomendam a vacinação de mulheres grávidas ou lactantes até que haja mais dados sobre os efeitos das vacinas sobre elas, embora exceções possam ser feitas em certos casos, por exemplo, em profissionais de saúde em locais com alto risco de exposição ao coronavírus.

Em relação às pessoas que já tiveram covid-19, o grupo de especialistas vinculado à OMS sugere que eles "atrasem a vacinação" para permitir que outras pessoas sejam imunizadas, já que os dados indicam infecções seis meses depois doenças são raras.

Cravioto também relatou que, por enquanto, “em um momento de disponibilidade de dose muito limitada, não recomendamos a vacinação de viajantes internacionais, a menos que façam parte de um grupo de alto risco” (idosos, previamente acometidos por certas doenças, ou profissionais de saúde).

Devido ao rápido desenvolvimento da vacina Pfizer/BioNTech e muitos outros, os especialistas recomendaram que continuem a se acumular dados sobre a segurança e eficácia desses produtos, a duração da imunização que eles fornecem ao corpo, sua eficácia contra novas mutações de coronavírus, e seus efeitos em crianças menores de 16 anos.

A OMS anunciou que estava dando luz verde à vacina da Pfizer e BioNTech, que já havia obtido esse tipo de autorização em mercados como Estados Unidos, Reino Unido ou União Europeia, nas últimas horas do ano de 2020, quando tinha um ano de sua luta contra a pandemia.

A autorização da OMS é utilizada para países que não possuem entidades homologadoras para este tipo de fármaco, portanto abre as portas para o uso dessa vacina, principalmente em países em desenvolvimento.

Na primeira conferência de 2021 da OMS também falou seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que previu que as festas de Natal e o final do ano, em que mais pessoas tiveram encontros sociais em casa, "poderiam ter consequências" na forma de um aumento nas infecções globais.

“Continuamos na corrida para prevenir infecções, reduzir o número de casos, proteger os sistemas de saúde e salvar vidas”, disse.

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